Tony Duarte e o nosso São João menos!

No auge da ABMI, entreguei comenda ao deputado Dutra, pelo apoio, e com Tony Duarte e Joãozinho Ribeiro (secretário da Cultura) projetamos o bumba-boi pra sucesso nacional. Os boieiros, Douglas Cunha e eu buscamos segurança para Tony Duarte – Fotos: Arquivo de Herbert de Jesus Santos

Quando quatro pistoleiros invadiram a Rádio São Luís, no amanhecer de 24.5. de 1996, e mataram o vigia José Nascimento Carvalho (Zé Comprido), de 52 anos, e deixaram tetraplégico o operador de áudio, José Ederaldo Ribeiro Menezes, de 31, com Tony Duarte (Antônio Carvalho Duarte), apresentador do programa líder de audiência, no horário, Bom-Dia, São Luís!, escapando de ser baleado e até morrer, por um triz, eu estava sintonizado na emissora, na condição de dirigente do secular Boi da Madre de Deus e da ABMI (Associação dos Bumba-Bois da Ilha), para ouvir também notícia da nova e forte entidade folclórica da qual Tony Duarte, ligado ao Boi do Anil, era presidente. Por isso, às 7 h, cheguei ao estúdio da rádio, na Areinha, onde se achava o Cel. Bebeto (Carlos Alberto Barateiro da Costa), da PM, vice da ABMI e presidente do Boi da Maioba, e ali o companheiro, corajoso e competente, fizera trincheira das causas populares, e desde então, com a ABMI, acompanhei-o de perto, quanto o confrade jornalista Douglas Cunha (repórter policial, e redator de O imparcial, e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís/Sinjorsl), que se movimentou para dar a devida segurança ao colega ameaçado. Em vista disso, causaram-me surpresa as declarações dele, em entrevista, ao jornalista Manoel Santos Neto, publicada no Jornal Pequeno, no domingo retrasado, qual a de que: “Eu e o saudoso irmão Ederaldo Menezes fomos ignorados. O Sindicato dos Jornalistas deu apenas uma tímida nota e nada mais do que isso. O Sindicato dos Radialistas nem isso fez. Sabia que estava sozinho em uma guerra onde o crime organizado estava empoderado no Executivo, no Legislativo e no Judiciário”. A par disso, falo de cadeira que não o deixamos até sua ida para o exílio em Brasília (DF), depois de passar um tempo na Rádio Capital, apoio do fotojornalista Raimundo Filho, gestor da emissora da família Rocha, em cujo programa sempre havia dirigentes da ABMI, ou participando ao telefone. Fomos com Tony Duarte, quando Douglas Cunha o levou para uma reunião com o secretário da Segurança Pública, Jair Xexéu, e ele ficou protegido no comando-geral da PM, no Calhau. Na trilha da história corretíssima – Douglas Cunha (hoje, presidente do Sinjorsl, em sucessão a Leonardo Monteiro, que o presidia em 1996), sabedor de que Ederaldo suspeitava de que rondavam sua residência, na adjacência do Turu, também agilitou para que ele tivesse viaturas policiais protetivas. Um bom companheiro também no Parque do Folclore — Através de seu prestígio popular, Tony Duarte, em 1995, liderou uma comitiva de brincantes e comandantes de bumba-bois (onde estive, pelo Boi da Madre de Deus, e como repórter e redator do JP Turismo, que tentava empinar a curica, quanto semanário do Jornal Pequeno), para, no Palácio Henrique de La Rocque, com o super secretário de Planejamento, Jorge Murad, esposo da governadora Roseana Sarney, a obtenção do Parque do Folclore da Vila Palmeira, para gerirmos, em regime de comodato. Incontinenti, repassamos aos cordões joaninos da ABMI as barracas para canalizarem recursos financeiros, visando às despesas com a renovação dos seus guarda-roupas, na preparação da Festa para São João: de matraca ou Sotaque da Ilha, de zabumba ou de Guimarães, costa-de-mão ou de Cururupu, da Baixada e de orquestra ou Sotaque de Rosário, onde este estilo se originou. Um dos incentivadores do meu Jornalismo e da minha Literatura, com votos de estar há muito tempo na Academia Maranhense de Letras, fotógrafo também de mão-cheia, em O Imparcial (na Rua Afonso Penna), sempre me auxiliou, eu, na Secretaria da Administração do Estado, na confecção de jornal dirigido à pasta, situada perto, na Rua da Estrela. Mais visibilidade aos bumba-bois no Brasil — Coordenador de Eventos da ABMI, com subsídio frequente do secretário municipal da Cultura, Joaõzinho Ribeiro, fiz conferências sobre a história do brinquedo, no auditório do espaço, para secundaristas e universitários, aceleramos as promoções para o ano todo, dentre os festivais de toadas, para surgimento de novos talentos, e Encontrão de Cantadores Famosos, dando mais chances de ganhos aos associados. Houve essas providências de ascensão à tradição cultural bissecular, com a jornalista Izaurina Maria de Azevedo Nunes, assessora do Iphan(MA), que alicerçou o Projeto Bumba-boi do Maranhão, Patrimônio do Universo, iniciando pelas entrevistas que nem as feitas comigo, quando presidente do Boi da Madre de Deus (2007-9). Acorda, João! O castigo do Santo — Com a renúncia de Tony Duarte, assumiu o Cel. Bebeto, que marcou eleição, e não ouviu nossa ponderação para achapa única: ele, presidente, eu vice. Derrotado, num pleito com corpos estranhos aos boieiros enxertados, afastei-me da ABMI, funcionário de carreira do Estado, para fazer Curso de Pós-Graduação em Gestão Pública. Já Parque Folclórico Humberto de Maracanã, com a observação de que, ao passar dos anos, só o elemento apelidado de Terra de Cemitério enriquecia muito, sem prestação de contas, boieiros sisudos criaram a Fefcema (Federação de Entidades Folclóricas do Estado do Maranhão), sob a liderança de Antônio Fausto, do Boi de Zabumba Unidos Venceremos (do São Cristóvão). Foi logo este repórter e folclorista convocado, representante do Boi da Madre de Deus, e para o bom combate, como na legendária ABMI! Brincantes mais antigos vaticinaram que São João não deixaria só contando vantagens quem prejudicava os seus devotos! O melhor São João do Mundo que o Brasil não sabe! — A esfinge de Terra de Cemitério está sendo decifrada: Preso pela Polícia Civil, em 2019, por posse ilegal de arma,em sua mansão, no Olho-d´Água, foi acusado de pedofilia (passiva) com adolescentes louros, residentes em seu imóvel,extorsão e empréstimos fraudulentos. A Fefcema está lastimando a insistência da TV Globo com Campina Grande (PB) tendo o maior São João do Mundo, com um parque de quadrilhas e forró, enquanto temos diversos, quanto o Largo de São Pedro, na Madre de Deus, bumba-bois (Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade), tambor de crioula (Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileiro), cauriás, quadrilhas e grupos de forró pé de serra, dança portuguesa, etc. Então, os órgãos oficiais maranhenses fazem propaganda só para consumo interno e exibem recibo de para todo o Brasil!



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