Entra ano, sai ano, e nesta época é comum que as pessoas se confraternizem e desejem uns aos outros um Feliz Ano Novo! Celebrando um renovado ciclo na vida de cada um de nós, as palavras trocadas envolvem desejos de saúde, paz, amor, e daí brotam votos de que os sonhos individuais ou coletivos sejam realizados, que haja plenitude de alegrias, que os momentos do ano vindouro sejam inesquecíveis e que todas as conquistas pretendidas sejam atingidas, com a renovação da esperança e da fé. Momento conveniente para celebrações e agradecimentos pelo aprendizado do passado, acreditando que o futuro nos traga novas oportunidades.
É comum que as pessoas façam uma lista com metas a serem alcançadas no ano vindouro, e promessas são feitas de dedos cruzados, principalmente no clímax da virada. Mas será que alguém guardou a lista do ano passado? Para conferir de fato quantas promessas se tornaram realidade? Alguns prometem que serão mais piedosos, mais dedicados à religião, se comprometem a ajudar o próximo; outros dizem que vão parar de beber ou de fumar, que irão cuidar mais da saúde. Alguns garantem que vão buscar um trabalho com mais determinação, outros que irão se esforçar mais nos estudos. Muitos se prendem à aquisição de bens materiais; um carro novo, um apartamento, uma casa. Outros almejam realizar a viagem dos sonhos. Alguns só querem que o futuro dos filhos seja melhor que os dos pais. A lista é grande, interminável, pois sonhos novos se acumulam aos sonhos antigos.
A questão não se resume a simplesmente sonhar ou anotar metas numa folha de papel, mas chegar de fato à realização das enésimas promessas feitas usando o combustível do momento do réveillon. Senão seria melhor, parafraseando o título de um romance de Marcelo Rubens Paiva, desejar a todos um Feliz Ano Velho e, quanto às mudanças pretendidas, apenas anotar de novo (ou de velho) o que fora prometido desde o ano passado ou retrasado.
E que não nos esqueçamos de que às vezes uma boa intenção pode desembocar num resultado imprevisto e adverso. Lembrando de uma citação do saudoso, historiador Carlos de Lima, ao se referir à fala de uma velha diarista (chamada Ludovica) que trabalhava na casa dele: “existem certos amioramentos que não passam de apioramentos”. Por isso é preciso lançar fora o joio para que se revele a pujança do trigo…
Desejamos que o que restou das promessas do ano velho seja transmutado de fato num novo alvorecer na vida de todos, envolvendo corpo e alma, o que exige disciplina, determinação, renúncia. Que haja paz de espírito entre nós, força para continuar combatendo o bom combate, com fé, esperança, partilha, paz, saúde, prosperidade e felicidade, sempre com harmonia. Feliz Ano Novo para todos!
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