São Luís do Maranhão precisa de hospitais aparelhados e não só de praças

Prezados leitores e leitoras. Hoje nosso tema será sobre a aplicação de verbas públicas em nosso município e a omissão de nossos representantes do legislativo  na fiscalização desses recursos que não contemplam as reais necessidades, sequer básicas da nossa população.

Esta semana tivemos a curiosidade de pesquisar sobre os gastos com o denominado “COMPLEXO DEODORO”. Uma obra faraônica que custou aos cofres públicos a bagatela de 60 milhões de reais.

Na nossa avaliação pouco importa se foi o IPHAN ou outro órgão federal que tenha disponibilizado essa dinheirama para rotular São Luís, como cidade vitrine do Brasil. O que nos interessa discutir é que a nossa cidade está carente de políticas públicas para a saúde, educação e infra-estrutura.

Acompanhamos pela imprensa em geral as pessoas de baixa renda e até a classe média que não dispõem de um plano de saúde peregrinando nos hospitais públicos em busca de socorro e como resposta dizem que não há medicamentos, equipamentos para processarem exames, leitos comuns, em UTI e médicos, assim como outros profissionais de saúde.

Tivemos a curiosidade de ir em alguns hospitais públicos aqui da ilha e o que constatamos foi o abandono do Município aos cidadãos. Pois não há prestação de um serviço de qualidade. E o pior é que vivemos a expectativa da disseminação do CORONAVIRUS em todo o mundo e não dispomos de nenhum mecanismo de defesa se formos atingidos.

Ainda esta semana estivemos verificando que foram assinadas três Ordens de Serviço, para a revitalização da Praça João Lisboa, Largo do Carmo e para a construção de uma praça no Convento das Mercês.

Ora minha gente. É difícil acreditar que o poder público na atual conjuntura disponibilize 11 (onze) milhões para essas obras sem que o coração dessas autoridades tenha nenhum sintoma de piedade ou dó para com seu semelhante que pena diariamente nos corredores dos hospitais e postos de saúde públicos.

Não sou contra o embelezamento da nossa cidade, inclusive para atrair o turismo e com isso gerar emprego direto e/ou indireto para o nosso povo. O que contestamos é a falta de prioridade para investimentos em áreas prioritárias como saúde e educação pelo menos. Certo dia, de passagem por um hospital público demos conta que para a realização de uma ressonância magnética ou eletrocardiograma, sendo que o primeiro custa em torno de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), o paciente tem que aguardar cerca de um ano. Isto é um abuso e um absurdo. Tão quanto se gastar com construções de praças públicas.

Aliás, nesta semana, o Prefeito de São Luís Edivaldo Holanda, alardeou pela mídia, como se a notícia  fosse de interesse público ou motivo de comemoração, que havia assinado 59 (cinqüenta e nove ) Ordens de Serviço para toda a cidade, visando a construção de outras praças. Esse mistério ainda não desvendamos, ou seja, qual a vantagem de fazer ou reformar uma infinidade de praças ao invés de cuidar da saúde, educação das pessoas e asfaltar a cidade toda utilizando material de qualidade?

Bem, com a palavra o prefeito. O que nos deixa mais atônitos é conviver com parlamentares que não fiscalizam e não denunciam a má aplicação do dinheiro público, sobre qualquer hipótese. O prefeito age como se fosse soberano e como se aqui não tivesse poder legislativo, porque todos ficam silenciosos e os representados correndo atrás de um e de outro pedindo ajuda para não morrer.

MOZART BALDEZ

Advogado

Presidente do SAMA



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