As belezas da Grande Ilha de São Luís do Maranhão, em sua maioria, dão, à identidade cultural e turística do ludovicense, o privilégio de um patrimônio geográfico natural por todos os lados e lábios. Assim, sabemos que a Capital do Maranhão nasceu circundada por água e beleza naturais. A outra parte se deu como beleza urbana e cultural, uma projeção da criatividade de seus habitantes, fundadores e visitantes.
Num primeiro momento, os turistas são atraídos pelos encantos da Cidade, por ser circundada pelo Oceano Atlântico e praias que se alongam, uma após a outra, em todo o circuito geográfico da Ilha, Ponta da Areia, Farol, Calhau, Olho d’Água, Praia do Meio, Araçagi, Panaquatira, Raposa e São José de Ribamar, dentre outras, se considerarmos a Ilha Grande ou Grande Ilha, desmembrada nos municípios circunvizinhos, Passo do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, todos pontos turísticos de rede hoteleira, de restaurantes e bares com arte culinária tipicamente maranhense.
Junte-se a isto a vasta extensão de seu patrimônio imobiliário histórico do Projeto Reviver, que se alonga da Praia Grande ao Anil, com uma rede de patrimônio de sobradões coloniais, que lembram bastante as construções da Europa, mormente de Portugal, além da ampliação da cidade em urbanismo, constituída, mais recentemente, por um patrimônio imobiliário moderno, do ponto de vista arquitetônico, fruto da engenharia e arquitetura mais arrojada do Brasil e do Exterior.
Essa Cidade Nova se justifica, após a construção das pontes de São Francisco e Bandeira Tribuzi, motivo pelo qual se edificaram arranha-céus em selvas de pedras, conjuntos residenciais, condomínios habitacionais fechados e abertos, que começam na ampliação do Bairro de São Francisco e vão-se desdobrando num conglomerado de edifícios tipo espigões e outros condomínios, na Ponta da Areia, no Renascença, na Litorânea, Calhau, COHAMA, COHAFUMA, Vinhais, COHAB, Turu, COHATRAC, MARANHÃO NOVO, Cidade Operária, dentre outros, a que se integram, em desenvolvimento os municípios desmembrados.
Por outro lado, São Luís cresceu e se desenvolveu, também, com a construção da Barragem sobre o rio Bacanga, de onde nasceram a Cidade Universitária UFMA, houve a urbanização de bairros, a criação dos Polos Metalúrgicos ALUMAR e Vale do Rio Doce, bem como a projeção do Porto do Itaqui, de estrutura internacional.
Ressalte-se a natural vocação da Grande Ilha do Maranhão para as artes em geral, literatura, artesanato, música, teatro, fotografia, cinema, folclore ou cultura popular. Assim, desde a presença do Padre Antônio Vieira, em São Luís, que, no século XVII, proferiu o Sermão aos Peixes ou de Santo Antônio, na Igreja de Santo Antônio, passando por figuras como João Lisboa, o genial autor de Jornal de Timon, obra que se transformou numa série de tomos histórico-políticos; Odorico Mendes, tradutor de Homero e Virgílio e o genial poeta Gonçalves Dias, principal figura do Romantismo Brasileiro, que a cultura humanística e helenística começou a ser implantada na Cidade do Liceu Maranhense, do Instituto de Educação Escola Normal, da Biblioteca Pública Benedito Leite, do Colégio Gonçalves Dias, da Escola Modelo Benedito Leite, do Colégio de São Luís, do Colégio Maristas, do Palácio dos Leões, do Teatro Artur Azevedo e da Academia Maranhense de Letras.
Pela Cultura Popular São Luís se consagra como a Capital Brasileira dos ritmos nativos, que se expressam através das danças do Cacuriá, Tambor de Crioula, Tambor de Mina, Caroço, Bumba meu boi de Matraca, Bumba meu Boi de Orquestra, Bumba meu Boi de Zabumba, Bumba meu Boi de Maracá, Matraca e Pandeirões e dentre outros ritmos legítimos de nossa percussão, consagrados pela batuta da maior expressão maranhense, no gênero, expressão nacional e internacional, o saudoso Papete.
A cidade metrópole caminha a passos largos para megalópole, com uma riqueza incrível e quase indescritível de Poesia, que se expressa, através de várias linguagens das artes, que incluem o verso e a prosa, a música, o cinema, as artes plásticas, a fotografia, a dança, o teatro, que vêm desde as décadas 1840-1860, com o poeta Gonçalves Dias, passa por Ferreira Gullar, Oswaldino Marques, Josué Montello, Nauro Machado, José Chagas, Lucy Teixeira, Arlete Nogueira da Cruz Machado, Luís Augusto Cassas, Raimundo Nonato Fontenele, Laura Amélia Damous, Chagas Val, Ciro Falcão, Valdelino Cécio, Cesar Teixeira, Frederico Machado, Josias Sobrinho, Sonha Almeida, dentre outros e outras.
Hoje, a Grande Ilha de São Luís do Maranhão, para sustentação das artes em geral e do turismo, tem como suporte uma rede hoteleira, que inclui hotéis, restaurantes e bares compatíveis com a estrutura de uma metrópole de Primeiro Mundo, com uma culinária típica original e autêntica.
A todas essas marcas culturais soma-se a recepção hospitaleira dos ludovicenses, cuja educação e cultura, também, vêm de berço, embalados pela Poesia lírica amorosa e por um cordel que se faz em improvisos, desafios e emboladas, que se mesclam com as toadas de bumba meu boi e das demais manifestações populares, que nascem da memória oral.
Alberico Carneiro – Professor e Escritor
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