Um passeio em São José de Ribamar sem Carnaval do Lava-Pratos!

Dentro do contexto das precauções para não haver aglomerações, e, em consequência, não facilitar a disseminação do surto pandêmico da Covid-19 (Novo Coronavírus), o tradicional carnaval do Lava-Pratos de São José de Ribamar só acontecerá, oficialmente, em 2022. Com isso, as equipes do prefeito da cidade, Júlio Matos, relativamente, às secretarias da Cultura e do Turismo, terão um ano para deslanchar um evento com tempo o suficiente para ser o mais animado e divulgado de todos os tempos, como se esperam para o ano que vem, a volta do folguedo em São Luís e em todo o Maranhão.

Neste ínterim, seria de uma sacada providencial, se a prefeitura mantivesse, no ano vindouro, o modelo de carnaval vivido em décadas passadas como forma de resgate das principais manifestações da capital São Luís fazendo a alegria dos foliões nas principais ruas da cidade.

O Lava-Pratos é o primeiro Carnaval fora de época do País, superando em muitos anos o do Bloco Bacalhau do Batata, de Olinda (PE). O evento teve sua origem no ano de 1946, no então chamado Carnaval da Vitória, assim batizado pela participação do Brasil, ao lado dos Aliados, na 2ª Guerra Mundial, contra Alemanha, Itália e Japão, e que terminou em maio de 1945. Tudo começou quando a Escola de Samba Batuqueiro Naval, de São José de Ribamar, resolveu, na terça-feira de carnaval, visitar outras agremiações em São Luís, dentre elas, a Turma de Mangueira (João Paulo), Turma do Quinto (Madre de Deus) e Águia do Samba (Anil). Por esse motivo, as escolas visitadas resolveram retribuir a gentileza, no primeiro domingo da Quaresma, na sede do Batuqueiro Naval, na época situada na Rua Nova, na sede do município.

Dessa forma, outras agremiações começaram a peregrinação até São José de Ribamar, em razão de haver ou não se sagrado campeãs do carnaval da capital maranhense, todos os anos para abrilhantar o Lava-Pratos.

A cidade balneária de São José de Ribamar fica a 32 km da capital do Maranhão, São Luís. Localizada a leste da ilha, é banhada pela antiga baía de Guaxenduba, atual baía de São José. No local, inicialmente existia uma aldeia indígena, habitada pelos índios Gamela. Conta a lenda que o nome atual da cidade se deve a um milagre. Correndo perigo de naufrágio em plena baía, tripulantes de uma embarcação invocaram ajuda a São José, e prometeram erguer uma capela dedicada ao santo na terra que se avistava em frente, caso escapassem com vida. Pedido aceito pelo santo, os sobreviventes ergueram uma capela e trouxeram uma imagem de São José de Portugal e a entronizaram no local.

A devoção ao santo padroeiro do Maranhão é muito grande, e a cidade abriga festas memoráveis, como o Lava Bois, o festejo de São José, em setembro, e esse que sempre foi o tradicional carnaval do Lava Pratos, que acontece uma semana após o término do carnaval oficial.

Como não teremos a tradicional festa esse ano, vale a pena saborear um delicioso peixe-pedra na beira da praia, e curtir praias ainda belas do lugar, como é o caso da praia do Caúra. Não cabendo ao visitante esse ano conciliar a contemplação das apresentações dos grupos tradicionais e a agitação das bandas e trios elétricos, um passeio na cidade pode ser uma opção para um respirar de ar puro sem aglomerações. A 75ª edição, então, só no ano que vem, com as bênçãos do Glorioso Santo de Botas, e com uma grandiosa saudação de todos os foliões conterrâneos: Viva São José de Ribamar!

 

 

 

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