Editorial – Um abacaxi espinhento para descascar!

As carcaças das barracas deixadas pelo ex-prefeito Edvaldo Holanda Júnior, nas imediações da Praça do Pantheon, foram assunto discutido até em reunião convocada pelo Ministério Público e que contou com as presenças do diretor do Liceu Maranhense, Deurivan Rodrigues Sampaio, do secretário municipal de Urbanismo e Habitação, Mádison Leonardo Andrade Silva, do secretário-adjunto municipal de Urbanismo e Habitação, Samuel, Dória de Carvalho Júnior, da assistente social da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, Elga Mota Oliveira, e do presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes de São Luís, José de Ribamar Ferreira. Aconteceu que a obra do Complexo Deodoro foi concluída recentemente com recursos federais, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e coube à Prefeitura de São Luís, comandada por Edivaldo, o remanejamento dos trabalhadores que tinham barracas na área revitalizada.

Uma esperança se acendeu quando o próprio Edivaldo anunciou aos quatro ventos que um shopping popular deveria resolver o problema de acomodação de vendedores ambulantes no Centro de São Luís, e que seria uma arredondada promessa não cumprida pela prefeitura. Com esta conversa que não foi concretizada, atualmente, dezenas de barracas estão em frente e ao longo de uma das laterais do prédio do Liceu Maranhense, o que vai comprometer o acesso e até mesmo o funcionamento normal da rotina escolar no tradicional Colégio Estadual. Do lado do antigo Colégio Maristas permanece uma calamidade pública. Da mesma forma apreensiva, encontram-se dos donos de barracas da Praça do Cemitério, pois, após a restauração no logradouro, não foram chamados por nenhum órgão municipal para a resolução das suas pendências.

Numa novela de enredo triste para a população ludovicense, que se arrastou por diversos tenebrosos capítulos, o impasse começou quando os vendedores ambulantes foram remanejados pela prefeitura e muitos ficaram em frente ao Liceu Maranhense por conta, realmente, da reforma das praças Deodoro e do Pantheon. Foi dito e repetido que para iniciar as obras de reconstrução das praças Deodoro e Phanteon, o prefeito acordou com os camelôs e com o IPHAN, que iria alojar o pessoal do comércio informal na frente e na lateral direita do Liceu Maranhense, enquanto construiria um grandioso camelódromo.  Para atender a demanda, o prefeito transformou as paradas de coletivos em frente a Embratel em precárias condições, e os camelôs instalaram centenas de barracas, com um visual horrível para o Centro de São Luís. Ficou acertado, que quando terminasse as obras das praças, o camelódromo estaria pronto. Ledo engano!

Como tudo está na casa do sem jeito, em relação ao ex-prefeito que já se retirou do mandato, resta Eduardo Braide encarar esta peleja de frente, e resolver logo a parada com a remoção das benditas barracas. No embalo, para não perder a viagem, construir logo o não menos bendito Shopping/Camelódromo! Vai ser o cara para os chamados antigos marreteiros!

Na frente do Colégio Liceu Maranhense, duas vias de desafogo do trânsito são ocupadas por proprietários de barracas que esperam até hoje a construção de um shopping popular – Foto: Gutemberg Bogéa

 



1 Comentário

  1. Agente já sabia obras feitas em cima da hora e com cunho expressamente político são como.sonrisal impressionante como o politocamente correto e difícil …agora é esperar pela solução junto ao novo prefeiro Braide


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