Sebrae lança e-book para orientar agricultores familiares

Publicação escrita na linguagem do homem do campo traz orientações para agricultores. Medidas contemplam cuidados com comercialização, atendimento ao cliente e a importância da prevenção e higiene

O cenário de avanço do coronavírus no Brasil aliado à baixa circulação de consumidores trouxe, para os pequenos negócios urbanos ou rurais, a necessidade de planejamento de suas ações na luta para permanecerem em atividade.

O E-book “Agricultura Familiar: Dicas para enfrentar o Coronavírus” está disponível no Portal Sebrae (www.sebrae.com.br) – Foto: Umc/Sebrae

No setor rural, onde existem mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários classificados como de agricultura familiar (dados do Censo Agropecuário 2017), ocupando cerca de 41% da área agricultável do país, os impactos da crise da Covid-19 ainda não são mensuráveis. Mas, como todos os demais segmentos econômicos, o agricultor familiar também se ressente da falta de consumidores e necessita de orientações sobre como atravessar esse momento difícil.

Pensando nisso, o Sebrae no Maranhão lançou o e-book “Agricultura Familiar: Dicas para enfrentar o Coronavírus”, elaborado por técnicos da área de agronegócios, uma ferramenta importante como suporte de orientação ao empreendedor rural.

O e-book contempla um conjunto de dicas e orientações que abrangem canais de comercialização, higiene, boas práticas de manipulação e acondicionamento de produtos agrícolas, planejamento de safra e serviços de entrega, dentre outras.

A ideia, segundo o presidente do Conselho Deliberativo Estadual, Raimundo Coelho, é fazer circular essas orientações pelo maior número de canais possível, levando ao agricultor familiar orientações técnicas que possam ajudá-lo a desenvolver suas atividades nesse momento de crise.

“No Maranhão temos mais 180 mil estabelecimentos rurais, onde atuam quase de 1 milhão de pessoas que tiram da propriedade rural o sustento para suas famílias, sendo responsáveis pela produção de boa parte dos alimentos consumidos pelos maranhenses e dos empregos gerados no campo em nosso estado.

Como forma de apoiar esses agricultores, que também são empreendedores, nossa equipe preparou esse material, que vai ajudar os agricultores a atuar com segurança, se prevenindo contra o coronavírus, mas mantendo suas atividades em condições de sobrevivência”, comentou Coelho.

O e-book já está disponível no Portal Sebrae (www.sebrae.com.br) e pode ser acessado também no link bit.ly/ebookagro-corona. Também pode ser acessado nas redes sociais do Sebrae Maranhão (Instagram: @sebraemaranhao ou no Facebook @sebraema).

A publicação integra um conjunto de ações do Sebrae no Maranhão para disseminar orientações aos pequenos negócios do estado, como forma de apoio neste momento de crise, mas também ajudando-os a pensar em alternativas para o cenário futuro.

Essas soluções, segundo o presidente do Conselho Deliberativo, estão disponíveis nos vários canais de atendimento, o que permite que elas cheguem em todo o estado. “O Sebrae, com toda a sua estrutura, tem trabalhado para estar ao lado do empreendedor, do produtor rural, das micro e pequenas empresas, do empreendedor individual, levando orientação e soluções para ajudá-los efetivamente, cumprindo sua missão como instituição, estando ao lado desses negócios que representam a grande força da nossa economia”, conclui Raimundo Coelho.

Quadro
Dicas para agricultores familiares
Veja as 12 orientações do Sebrae para os agricultores familiares para mitigar o impacto da crise do Coronavírus

1. Fique de olho nas necessidades dos seus clientes, procurando observar quais os produtos que ele mais precisa neste momento;
2. Analise se é possível entregar os produtos na casa do cliente, em domicílio, como se diz;
3. Você pode inovar, oferecendo por exemplo, cestas ou kit’s de produtos nos bairros da sua localidade ou em locais onde for mais fácil para o seu cliente adquirir os produtos sem correr riscos de contágio desnecessários;
4. Você pode oferecer para seus clientes a possibilidade de entrega de produtos por semana, de 15 em 15 dias, ou para o mês;
5. Outra boa ideia é oferecer seus produtos para os clientes através de Whatsapp (o Zap Zap). Já pensou nisso?
6. Se você não tiver como entregar diretamente, que tal pensar em uma parceria com outros produtores, com seu vizinho, com seu colega de associação ou do Sindicato de Trabalhadores Rurais para fazer as entregas?
7. Quando for entregar os produtos, converse com o cliente e procure orientá-lo sobre os cuidados com a higiene das frutas, legumes e hortaliças. Veja a forma correta de higienizar frutas e verduras antes do consumo. A sugestão dos técnicos do Sebrae no Maranhão é repassar essas dicas para os clientes.
A. Lave bem as mãos antes de higienizar os alimentos;
B. Retire as partes estragadas e machucadas das frutas, legumes e verduras;
C. Lave em água corrente com o auxílio de uma escovinha e até um pouco de detergente, para retirar bem a sujeira visível a olho nu;
D. Depois disso, é preciso deixar as frutas e as verduras com casca de molho em uma bacia com 1 litro de água e 1 colher de bicarbonato de sódio ou de água sanitária, por cerca de 15 minutos;
E. Feito, isso, deixe secar para poder guardar esses alimentos;
8. Para evitar prejuízos, planeje bem o controle da produção, a hora de plantar e o que plantar;
9. Quando você for fazer as entregas e as vendas de seus produtos, tenha cuidado com a higiene, lave bem as mãos antes de manusear os produtos, tudo isso para agradar o seu cliente;
10. Aproveite para identificar os produtos de maior saída e quais os que garantem maior lucro;
11. Fique bem atento aos custos de produção (aquilo que você gasta para produzir). Faça esse planejamento com muito cuidado para reduzir os desperdícios. Uma boa ideia é fracionar (vender pedaços ou quantidades menores produtos como abóbora, melancia, o milho verde) ou processar alguns produtos (as polpas de frutas, por exemplo, e a macaxeira, que você pode vender sem a casca).
12. Outro ponto importante, caso você tenha empréstimos ou financiamentos sendo pagos, procure o banco para renegociar essas dívidas e pense muito antes de contrair novos empréstimos.

Texto: Ernesto Batista



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