





Estande do Estado brilhou em uma das maiores vitrines do turismo nacional atraindo visitantes pelo aroma de sua saborosa gastronomia, apresentação de suas históricas rotas turísticas e agradável jeito mineiro de ser


A Secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, na condução das apresentações no estande de Minas Gerais – Foto: Gramado FotografiaNão poderia deixar de ser melhor a participação de Minas Gerais, na 37ª Edição da Festuris, em Gramado, no Rio Grande do Sul. A performática reunião de atrativos mineiros capitaneada pelas secretárias de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega e Subsecretária de Turismo Patrícia Moreira, além da desenvoltura culinária e dos empratamentos artísticos do Chef Reinaldo Mendes, “o Rei” oriundo do munícipio de São Joaquim de Bicas – na região metropolitana de Belo Horizonte, destino Veredas -, do Mixologista, criador de drinks, Léo Gomes e da Chef Mariana Contijo que cativaram quem circulava pelos espaços da feira com as mais saborosas receitas preparadas sob os olhares dos que visitavam, o Centro de Feiras e Eventos Serra Park, na Serra Gaúcha.


Em um dos momentos de grande fluxo no estande de Minas Gerais, a Secretária, Bárbara Botega apresentou com detalhes de informação a performance do chef, na preparação de pratos da gastronomia regional. Uma culinária simples, rápida, mas refinada, preparada exclusivamente para ocasião, entre eles: o “Guizadim de Galinha de Maria Gondó” com ingredientes como carne de porco, abobrinha e jiló, servida com Agum Molim, finalizado com Torresmo; a Farofa de Canjiquinha com Carne de Lata Maria Gondó e Rapadura com Ervas; o Arroz de Frutos do Mato e a Canjiquinha Cremosa acompanhada de Carne Lata com Ora-pro-nóbis e finalizada com Queijo Minas.


Bárbara Botega falou ao público presente dos sabores e atrativos do Estado, destacando cidades próximas a Grande Belo Horizonte que abrange um conjunto de cidades, e em especial o Instituto Ilhotim, em Brumadinho, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior museu a céu aberto do Mundo, abrigando mais de 700 obras de diversos países em permanente exposição. Um espaço de botânica com diferentes espécies continentais de plantas em um complexo de gigantesca exuberância.
“É impressionante o tanto que Ilhotim é bonito, é incrível! É o maior acervo de obras artísticas de significado importante para educação e sustentabilidade, principal destino turístico e cultural de Minas Gerais e do Brasil. Importante se conhecer também o Memorial de Brumadinho, um espaço dedicado à preservação da memória, de homenagem às vítimas do rompimento da barragem naquele município, e que hoje se rememora por meio de exposições, produção de acervo, atividades de pesquisa e ações educativas, uma restruturação da vida dos moradores da região – sabemos o quanto foi triste os momentos vividos na história, onde temos que aprender e assim nos reconstruir”, – comentou a secretária ao se referir à tragédia vivida no passado pelas vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 2019, ressaltou, Bárbara Botega.


O passado sempre presente, com visão no futuro
Um Estado que exala arte de uma história advinda do Século XVII, das explorações de minérios que ainda se fazem presente na economia do Estado e que agregada aos vastos caminhos culturais e artísticos existentes nessa trajetória histórica fortalecem cada vez mais todo território de Minas, tornando esse um dos Estados mais potentes turisticamente da federação brasileira, permanentemente na rota turística de visitantes nacionais e internacionais.


Para a Subsecretária de Turismo Patrícia Moreira, o papel da promoção de Minas Gerais pelo Mundo tem sido cumprido por todos que trabalhamos com esse objetivo recebendo cada vez mais turistas brasileiros e estrangeiros.
“E nos sentido cada vez mais gratificados e felizes com o trabalho realizado, recebemos a notícia de que pela primeira vez nosso Estado entra para a lista da Revista Condé Nast Traveller, sendo um dos 26 destinos mundiais do turismo para o ano de 2026, indicados pela publicação. Um fato muito importante para nós, sendo o único destino do Brasil incluído nessa lista, provando que estamos cumprindo nosso papel muito bem, o de promover Minas Gerais pelo mundo”, sinalizou Patrícia Moreira.


O Festuris 2025 com o tema “Reimaginando o Amanhã”, em Gramado foi mais uma oportunidade de mostra da capacidade que o mineiro tem de conquistar pessoas e de pensar o futuro, não só pela beleza de um cenário artístico montado no Espaço Geral F72 da feira, mas também pela capacidade de conquistar pessoas com sua mineirice, seu modo de ser e de viver a vida, onde a amizade, o carinho e a irmandade são fatores primordiais para um mundo que busca o sustentável através da educação e do conhecimento.
O estande de Minas foi mais que um ambiente de apresentação dos atrativos, foi um encontro onde a receptividade se aflorou, onde a simplicidade dos sítios e fazendas rurais existentes nas mais diversas regiões do Estado pôde ser explícita, quando seus integrantes aos seus modos se comunicavam e se prontificavam no receber e no tratar para com aqueles que se aproximavam.


Um espaço exalando aromas de irressistíveis misturas, resultado de uma fusão cultural com influências indígenas, africanas e portuguesas que possibilitam combinações gastronômicas perfeitas e que eram apresentadas como se numa ópera teatral cercada de uma plateia prestes a saborear o melhor do espetáculo, a caseira comida mineira. Um ato de tamanha autenticidade em comunhão com toda uma historicidade de imagens em telas de Led convidativas das mais diversas cidades que compõem o maior acervo histórico da federação brasileira. A modernidade através da história exaltando tradições.


E assim foi a festa do turismo de Minas Gerais, na Festuris 2025, uma viagem profunda de conhecimento de um destino de tradições culturais, gastronômicas e históricas indescristíveis, onde uma multiplicidade de atrativos e produtos puderam ser vistos e vivenciados em mais um importante espaço de promoção de regiões como a Serra da Mantiqueira, Serra da Canastra, a Rota do Queijo Artesanal – Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o Artesanato do Norte do Estado, assim como a Estrada Real – com as riquezas da época colonial – e a Cordilheira do Espinhaço, a mais “nova” rota de promoção do Estado com paisagens que se desenham por entre as serras e montanhas formadas no horizonte.


Cidades como: Ouro Preto, Diamantina, Grão Mogol, Botumirim, Cerrado, Serra do Cipó, entre patrimônios históricos, cachoeiras cristalinas, formações rochosas que impressionam. E assim Minas Gerais vai se destacando no cenário mundial, com uma política de Estado comprometida com a difusão, a promoção de seus destinos, desbravados para os visitantes que ao Estado chegam, buscando novos circuitos turísticos que possam proporcionar o contato mais próximo com a natureza, unindo cultura, gastronomia, religiosidade, esportes e aventura, em meio a experiências que possam ser vividas nas raízes mais profundas desse que é um verdadeiro tesouro histórico, natural e cultural, gerando para as comunidades locais, emprego, renda e desenvolvimento social.


Uma reunião mineira finalizada em coro musical que se eternizou na canção dos compositores Manoel Araújo e José Duduca de Morais, cantada por todos como uma forma de abraço coletivo e preparatório para quantos mais eventos puderem ganhar os estandes das Minas Gerais do período colonial e do futuro promissor que esse Estado possui. Ó, Minas Gerais / Ó, Minas Gerais / Quem te conhece / Não esquece jamais / Ó, Minas Gerais.
Edição e Texto: Gutemberg Bogéa
O jornalista viajou para Festuris 2025 a convite da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.














































































