Lua Cheia

“Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio /paro para me benzer /Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho /que eu tenho um carinho para lhe fazer” – Djavan
São Luís do Maranhão é contemplada com o circuito “Música nas Cidades Históricas – MUCIH” e vai receber nomes consagrados da cena instrumental brasileira que revitalizam esse imenso patrimônio imaterial brasileiro, resgatando a fonte da sonoridade colonial, imperial até chegar ao presente contemporâneo. O projeto acontece com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da lei federal de incentivo à cultura.
“Música nas Cidades Históricas – MUCIH” vai acontecer nos próximos dias 20 a 23 de abril, em diversos espaços da capital que comungam da estética que se propõe o projeto, ofertando ao público uma viagem lúdica e mágica pelo tempo. A programação é totalmente gratuita e contará, entre as atrações, com o músico maranhense, aclamado por todo o mundo, Turíbio Santos. Serão dez atrações em quatro dias de festival ocupando o Teatro Arthur Azevedo, Museu Histórico e Artístico de São Luís, Teatro João do Vale, Convento das Mercês, Casa do Tambor de Crioula e a Catedral da Sé. O MUCIH é idealizado pelo produtor Leonardo Conde, da Duo Produções, e tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto já passou pelas cidades históricas de Ouro Preto (MG), Mariana (MG), Petrópolis (RJ), Tiradentes (MG),Paraty (RJ) e agora chega a São Luís (MA).
Para mais informações, é só acessar o site: www.mucih.com.br, e ficar por dentro de toda a programação.


“Deus, nosso Pai, cremos na ressurreição da carne, pois tudo caminha para a definitiva comunhão convosco. É para a vida, não para a morte, que fomos criados, pois como sementes que se guardam na palha, nós nos guardamos para a ressurreição. Temos certeza de que vós nos ressuscitará no último dia, pois na vida dos vossos santos tais promessas se confirmaram. O vosso reino já está a acontecer no meio de nós, porque cada vez mais aumenta no homem a sede, a fome de justiça e de verdade e a indignação contra toda forma de mentiras. Temos certeza de que todos os nossos medos serão vencidos; toda dor e sofrimento serão mitigados, porque vosso Anjo, nosso Defensor, nos escudará contra todo mal. Cremos que vós sois o Deus vivo e verdadeiro, porque os tronos caem, os impérios se sucedem, os prepotentes se calam, os espertos e velhacos tropeçarão e ficarão mudos, mas vós permaneceis conosco para sempre. Que nos proteja na Nova Vida hoje e sempre. Feliz Páscoa”.


Já está disponível em todas as plataformas o Vol. 1 do projeto “Canção em Canção”, do compositor, violonista, cantor, professor de música e produtor cultural Josias Sobrinho. Trata-se do álbum “Vida Bagaço, Um Tributo ao Rabo de Vaca”, com produção musical de Rui Mário. São dez faixas que formam um registro histórico do movimento gerado pelo antológico grupo Rabo de Vaca (1977 – 1982), do qual Josias Sobrinho participou junto a outros jovens maranhenses, na época, iniciando a carreira. No último domingo, 02, um recorte generoso da cena artística maranhense se fez presente ao Talkin´Blues para assistir ao pocket show que marcou o lançamento da obra; poetas, jornalistas, atores, artistas da antiga e nova geração, entre eles: o cantor e compositor Chico Saldanha, o flautista Zezé Alves, o cantor e produtor Emanuel Jesus e a jornalista Ellen Soares, e o cantor Lucas Ló.
“Foi uma noite inspiradora. No palco, Josias mostrou toda vitalidade e maturidade musical adquirida ao longo da carreira. Um repertório impecável e uma banda ajustada e feliz, tudo permeado por um ambiente de muita emoção”, falou Chico Saldanha. Neste registro, ao lado do entusiasta Francisco Moreira, prestigiando a ocasião.
A saber, o projeto terá, ao todo, dez discos a serem lançados, durante o ano, totalizando 100 músicas. A iniciativa marca os 50 anos de carreira e 70 anos de idade de Josias Sobrinho. “Canção em Canção” é uma realização da Associação Cultural da Música Maranhão, via Lei de Incentivo à Cultura, Governo do Estado do Maranhão, e patrocínio da Potiguar.


Nesta quinta-feira, 6/4, às 19h, o Centro Cultural Vale Maranhão recebeu o Coletivo Nambuaçu para a apresentação Músicas para buscar as murtas, no Pátio Aberto. Cantigas populares afro-brasileiras do tradicional festejo de Santo Antônio de Nambuaçu de Baixo, no município de Rosário (MA) compõem o repertório. Durante o festejo, um cortejo é realizado para colher na mata as murtas que servem de enfeite para o mastro de Santo Antônio. A atividade coordenada por Dona Carmelita Gomes Lima envolve toda a comunidade, principalmente as gerações mais novas, fazendo com que a tradição se perpetue. O CCVM fica localizado na Rua Direita, nº 149, Centro Histórico. Entrada gratuita.


Neste dia 09 de abril, é Sábado de Aleluia, que, na tradição cristã, marca o fim da quaresma, e celebra o aguardo pela ressurreição de Jesus. É também, como bem dizia o antropólogo maranhense Sérgio Ferretti, um dia em que a cidade dorme ao som dos tambores, onde todos os brincantes de Cultura Popular se alegram, pois, tem tambor de crioula pra todo lado, e acontece a abertura dos ensaios dos grupos de bumba-meu-boi em suas sedes. um deles é o Boi da Floresta, sotaque da baixada, liderado por Nadir Olga Cruz. E vai até o amanhecer! Anota aí, o endereço, Rua Tomé de Sousa, 101 – Liberdade. Siga no Instagram: @boidafloresta.
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