O que dirão agora os algozes das redes sociais?

Não é de hoje que as redes sociais, principalmente facebook, instagran, se tornaram campos de condenação, execução de penas contra aqueles que, em um momento de infelicidade, acabam propagando palavras sem pensar e que são capturadas em segundos como forma de execrar, caluniar e denegrir a imagem de qualquer ser humano, em tempo real, ainda mais com o desenvolvimento e rapidez tecnológica.

Agora o tal espaço físico, situado na Praia da Ponta d`Areia, denominado de Península – formação geológica que consiste em uma extensão de terra cercada de água por quase todos os lados, e que de Península não tem nada,- e que, na verdade, mais parece cercada de coliformes fecais por todos os lados. O que causa espécie é entrar no centro das atenções, mais parecendo propositadamente, gerando uma polêmica de grandes proporções entre pobres e ricos, como se fosse um fenômeno comum separar um espaço público por classes intituladas A, B, C ou D, delimitado por pessoas que parecem ser deuses e que acham que irão viver eternamente, seja pelas benesses de berço esplêndido ou por puro diletantismo de uma tradição equinocial.

Um espaço que mais parece fadado ao estigma de desaguadouro de fezes, com a função de serventia de esgoto para a extensão de praias da Ilha, pois até hoje ninguém nunca buscou resolver tal situação, deixando a capital maranhense cada vez mais distante de galgar resultados representativos no turismo, devido seus ambientes naturais não possibilitarem um simples molhar de pés nas areias praianas da capital, sem correr o risco de adquirir doenças microbianas. Uma triste realidade.

O posicionamento infeliz de tal dono de um restaurante, localizado próximo ao antigo Hotel Praia Mar, de nome Kanga Beach – nas proximidades do antigo Vagão, bar e restaurante que nas décadas de 80 e 90 recepcionaram muitos maranhenses que hoje ainda estão ai para contar a história. Mas parece que esse tipo de pacto foi quebrado pela falta de sensibilidade diante da coisa pública, ainda que sem pensar, pois não se admite em tempos atuais ainda existirem pessoas que dialoguem de forma discriminatória sobre a convivência entre seres humanos, principalmente em São Luís, uma cidade que propaga a boa relação entre a sua gente e que costuma fazer proliferar o amor às artes, às suas raízes e tradições.

Que esse fato, não venha ser uma articulação maldosa daqueles que, por trás de tudo e de todos, estão tentando mesmo arrumar um pretexto para tirar proveito da situação para, através do poder e da influência, favorecer aqueles que sempre buscaram usufruir desse lado da Ponta d`Areia, esquecidos de que lá houve bares como Dôdô, Carinhoso, Coqueiro e tantos outros que marcaram história, transformando o espaço físico em exuberante atração turística, cuja memória é repositório de lembranças e sonhos..

Que essas medidas que serão tomadas pelo Ministério Público do Maranhão não venham privar o acesso dos ludovicences aos seus bens naturais. Que não sejam o resultado, em seus trâmites por gabinetes de conversas de pé de ouvido que sempre buscam privilegiar e facilitar a vida daqueles que, segundo consta, se acostumaram a tirar proveito das circunstâncias, incorrendo em práticas de delitos sem nunca terem sido condenados.

Que as regras de preservação de restingas, dunas e outras construções históricas, como o Forte Santo Antônio da Barra, possam ser respeitadas se fazendo sanar irregularidades que muitas construções verticais causaram em toda aquela extensão que há tão pouco tempo se mantinha intacta e livre da destruição!

Uma paisagem sempre presente na memória daqueles que viviam os mais belos entardecer e madrugadas do Velho Coqueiro – Foto: Reprodução

 



1 Comentário

  1. Esse pessoal tem que entender que a praia é um bem público. Ali, nesta gosta chamada de península, até bem pouco tempo eu ia é não tinha ninguém. Hoje aparecem uns bandos de bancas e querem tomar de conta, serem donos. Vão tomar no cu, com espeto e tudo. A praia é, e sempre será, do povo.


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