O surfe como um esporte olímpico fez sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio realizados em 2021. A decisão de incluir a modalidade foi anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2016 com o objetivo de atrair o público jovem. Desde então, o investimento no surfe brasileiro aumentou significativamente, como é possível observar no levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE) da Universidade Federal do Paraná (UPFR).


Segundo os dados apurados pelo Instituto, cerca de 94% do investimento realizado especificamente na modalidade está concentrado no último ciclo olímpico (2021-2024). Ao todo, projetos ligados ao surfe receberam, desde 2011, via Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), investimentos de R$ 37,2 milhões, divididos entre 290 projetos contemplados. Enquanto em 2011 existia apenas um projeto contemplado, no valor de R$112.500,00, em 2024 foram contemplados 94 projetos, totalizando R$ R$13.403.158,44 investidos.
Já quando pesquisamos a relação entre projetos aprovados e o valor destinado para cada região, nota-se que a região Nordeste concentra mais da metade dos recursos distribuídos, enquanto a região Sul possuí o maior número de projetos contemplados. Essa diferença de valores pode estar relacionada as competições realizadas nas praias do Nordeste, que concentram a maioria dos campeonatos de surfe no Brasil.


O aumento nos investimentos direcionados para a modalidade já pode ser notado. Nas Olimpíadas de Paris 2024, o Brasil conquistou duas medalhas no surfe: a prata com Tatiana Weston-Webb e o bronze com Gabriel Medina. Vale lembrar que em Tóquio 2021, o Brasil celebrou a estreia da modalidade em Jogos Olímpicos com o ouro de Ítalo Ferreira. E no início de setembro, o paranaense Yago Dora conquistou seu primeiro título no circuito mundial de surfe e manteve o Brasil em evidência na modalidade – nos últimos 11 anos, por 8 vezes o campeão da World Surf League (WSL) foi um brasileiro.
Atletas da categoria que disputam modalidades olímpicas e paralímpicas também podem receber bolsas por meio do Programa Bolsa Atleta, caso cumpram alguns requisitos. Desde 2018 foram distribuídas 269 bolsas para a modalidade, com a região Sudeste se destacando com maior número de atletas contemplados pelo programa governamental.
O Programa Bolsa Atleta está entre as principais políticas públicas de financiamento esportivo no Brasil, sendo uma forma de investimento direto para os atletas. Desde 2005 o programa concede bolsas para atletas em diferentes níveis esportivos. O programa tem como objetivo auxiliar na preparação de atletas para competições nacionais e internacionais. Os atletas contemplados recebem o valor diretamente em sua conta, sendo necessário cumprir com os requisitos estabelecidos pelo programa.
Edição: Redação JP Turismo


































































