Jornada de trabalho e qualidade de vida podem ter efeitos negativos para o mercado brasileiro e afetar drasticamente setores como hospedagem e alimentação

A crise que se avizinha, com o fim da escala de trabalho 6×1, e avança no país propondo reduzir a carga de trabalho e acabando com a escala de seis dias, que reduz as horas semanais, além de dar mais dois dias de folgas por semana, com remuneração e sem redução salarial, tem causado um rebuliço no mercado brasileiro.
A PEC que tramita no Senado Federal, como Proposta de Emenda à Constituição, é a causadora de uma grande preocupação no setor produtivo brasileiro. Diante desse cenário, entidades e sindicatos estão se mobilizando e desenhando o verdadeiro sentido que essa resolução vem causando em meio às principais entidades representativas do setor terciário nacional.
A Diretoria da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), representada pessoalmente pelo seu presidente Alexandre Sampaio participou, em São Luís, na segunda-feira (31/08) de um encontro, na sede da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão), que discutiu e defendeu um diálogo mais aberto com as micro e pequenas empresas que atuam no setor de hotéis, pousadas, restaurantes, bares e similares.
O encontro fez parte de uma reunião itinerante entre dirigentes do comércio, da indústria do setor de hotéis e alimentação, que defendem uma maior negociação para o setor, na qual as mudanças podem alterar os rumos do mercado e causar estragos para o consumidor.
Com isso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) partiu para cima com a campanha “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, um apelo de sensibilização aos senadores brasileiros com intuito de alertar a classe política para uma série de problemas que tem tirado a paz da classe empresarial e poderá afetar ainda mais a classe trabalhadora do país e as empresas brasileiras, assim como a população em geral.
“Precisamos adiar essas tratativas para um momento pós-eleitoral, pois o turismo vai ser muito afetado pela implantação da escala 5×2. Setores como estes são de intensa carga de trabalho até aos finais de semana, quando a maioria das pessoas estão de folga. Sem esquecer dos percentuais de ganhos desses trabalhadores do ramo, onde são geradas comissões, taxas de serviços e outros ganhos que atendem aos trabalhadores da área. Então, é uma discussão que precisa ser muito bem trabalhada para que o setor não sofra com as mudanças’, comentou Alexandre Sampaio.

O país tem sido abruptamente atingido com cargas de juros absurdos, créditos exorbitantes e restritivos que limitam possibilidades de investimentos, e causam desenfreadamente inadimplência. endividamento e o afastamento de empresas locais dos mercados estrangeiros intensificado pelos altos custos, problemas burocráticos e tributação exacerbada.
Medidas como essas, que enfraquecem a economia interna, estão sendo construídas em meio ao jogo político, com os holofotes direcionados às acirradas disputas políticas, colocando uma venda nos olhos da população, que acaba não percebendo o perigo de uma emenda constitucional que irá criar um mercado paralelo, colocando em risco a credibilidade de produtos e serviços, impondo o descontrole financeiro através de um comércio informal que afeta principalmente o pequeno e os microempreendedores brasileiros.
Entidades e instituições unidas
O debate ganhou a classe empresarial maranhense, instituições e entidades locais. E aconteceu durante essa visita, em São Luís, do presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio. Um encontro promovido pelo SEHAMA, Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação do Maranhão, que tem à frente Raimundo Nonato Luz.
O SEHAMA tem se destacado no desempenho de uma importante gestão, de modernização de processos internos e ampliação da representatividade institucional com órgãos municipais, estaduais e federais. Uma entidade que vem fortalecendo a voz do setor, e garantindo maior protagonismo ao Maranhão no cenário nacional.

Para Raimundo Nonato Luz, a visita de Alexandre Sampaio proporcionou uma maior abertura do diálogo para os setores produtivos. Jornadas de trabalhos, ganhos e perdas, não podem ser decididos sem uma abertura de conversação direta entre trabalhadores e empresários. O debate possibilita responsabilidades mútuas.
“São imprescindíveis esses diálogos. Estamos aproveitando muito a visita da diretoria da federação, em São Luís, numa receptividade conjunta do Fecomercio, na pessoa do seu presidente Maurício Feijó; FIEMA, Federação das Indústria do Maranhão, Edilson Baldez, e demais instituições e entidades sindicais, que nos proporcionaram essa oportunidade”, sentenciou Nonato Luz.
De acordo com as entidades, o Brasil e o Maranhão precisam estar atentos às decisões que afetam a classe empresarial e trabalhadora, visto ser de fundamental importância a responsabilidade para com os setores que agregam percentuais admiráveis do PIB, onde possibilidades de trabalho para uma população economicamente ativa abrange inúmeras atividades do comércio de bens e serviços.
Texto: Gutemberg Bogéa
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