Ônibus, com parada ao lado da loja sempre cheia de compradores, carros saindo do estacionamento do subsolo, uns, subindo a Rua das Cajazeiras, outros, embicando para pegar a Rua Antônio Rayol, esta sempre com fluxo de coletivos que se destinam ao Mercado Central, e, de repente, motos na contramão até dobrarem na Antônio Rayol, com os transeuntes fazendo malabarismo e precisando de muita sorte para não serem vítimas de atropelamento, chova ou faça sol, de dia ou de noite. Este é o quadro do quotidiano observado na imediação da loja do Grupo Mateus (Centro), onde não se vê sequer sinalização gráfica horizontal, para facilitar a passagem dos pedestres, que estão dando hora extra para os seus anjos da guarda, por não haver tido nenhum desenlace, e aí é que mora o perigo da negligência das autoridades do setor. Falou, com irritação, uma dona de casa da Fonte do Bispo que não quis revelar sua identidade, mas que mostrou determinação e conhecimento de causa: “Antes não se poderia esperar este benefício coletivo com aquela equipe do ex-prefeito um tempão na frente da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, mas agora temos nova administração na prefeitura, para a sinalização funcionar a contento e facilitar a passagem dos pedestres!”


Enquanto não acontecem as providências reivindicadas na adjacência do ponto comercial concorrido inaugurado há sete anos, por sugestão, inclusive, de clientes encontrados na manhã de ontem no local, listamos algumas benfeitorias que evidenciam a vital importância dos sinais de trânsito em espaços de muita frequência: Sinalização gráfica horizontal é aquela executada sobre o pavimento de uma via para o controle, advertência e orientação ou informação do usuário. São faixas e marcas feitas no pavimento, com tinta refletiva, de preferência, e nas cores amarela e branca. Semáforo é um sinal de trânsito que funciona como um instrumento de controle do tráfego de automóveis e pedestres nas ruas, avenidas e estradas. O semáforo serve para auxiliar os motoristas e pedestres a se locomoverem com cautela nas vias de circulação das cidades.


Quando a loja das Cajazeiras foi aberta, elogios à iniciativa zoaram, nas colunas jornalísticas econômicas, todas a um de fundo, e não foi cogitado um semáforo, quanto há defronte de shopping e de supermercados de peso, em São Luís. Foi assim nesta, aplaudindo a inauguração: “O Grupo Mateus inaugura no dia 29 de agosto de 2014 (numa sexta-feira) mais uma loja de supermercados em São Luís, mais precisamente na Rua das Cajazeiras (Centro), o mesmo endereço em que funcionou a Cinorte e mais recentemente um bingo. A área mede mais de 14 mil m², o equivalente a dois campos de futebol nos padrões da Federação Nacional de Futebol Associado (Fifa). Denominado Super Mateus Cajazeiras preservou integralmente a estrutura das ruínas que restaram da antiga Fábrica Martins, Irmão & Cia e dos casarões que serviram à família proprietária até o século XX. Materiais como areia, tijolos e telhas, que foram utilizados na construção, seguiram fielmente os padrões coloniais dos séculos anteriores, assim como fachada, o pé direito, a decoração da lanchonete e toda a comunicação visual da loja, inclusive os letreiros com a marca Mateus. Uma história que precisava ser preservada para que futuras gerações conhecessem mais um pouco da rica cultura de São Luís.
Para manter esta preservação, a empresa contou com a assessoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e apoio do Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Paisagístico do Maranhão (DPHAP). ´Foi feito um grande investimento nessa obra, investimento este de grande valia para a história da nossa cidade, que é reconhecida mundialmente pelo seu conjunto arquitetônico´, declarou llson Mateus, presidente do Grupo Mateus.”
Texto: Herbert de Jesus Santos
Edição: Gutemberg Bogéa











































































