A passarela do contrasensso, como circo penico sem tampa das antigas, agrava o carnaval maranhense!

Quando se diz que enterraram uma caveira de burro, no nosso quintal, com a preferência das coisas forasteiras  às nossas tradições culturais mais caras e bonitas, para tirar a prova dos noves, basta irmos ao local da Passarela do Samba, no Anel Viário, outrora marcado por suntuosos desfiles de blocos tradicionais e escolas de samba, e agora com aparência de cortar o coração dos mais chegados, estando mais parecido com o chamado circo penico sem tampa, que se instalava em terrenos baldios do Centro de São Luís. Assim, os turistas não verão o nosso carnaval mais bonito!

A Passarela  do Samba do Anel Viário, verdadeiro espaço sagrado das nossas riquezas do tríduo momesco, caiu no absurdo de que ali será realizada a folia, neste ano, em um ambiente todo degradado, ostentando  nos arredores  fileira de buracos, lixos, abandono e já com os bares tomados pelos usuários de  drogas, justamente  nos locais e imediações da concentração das escolas de samba e outras grandezas nossas carnavalescas. Como aqui, desgraça pouca é bobagem, estão tramando mais um golpe mortal em nossas brincadeiras queridas, buzinando que, no espaço, maranhense da gema, haverá a presença nociva de trios elétricos, em substituição aos mais importantes blocos tradicionais.

Blocos rejeitam a esculhambação  —  Os blocos, que não aceitam mais essa esculhambação, desfilarão no  Monte Castelo,  com nomes de pesos: Os Tremendões, Os Foliões, Os Brasinhas, Principe da Meia- Noite, Os Diplomáticos, Os Gladiadores, Os Feras, Os Vingadores, Falcão de Prata, Renovação, Os Imbátiveis, Os Originais, Os Gaviões, Os Curingas, Os Trapalhões, Os Vampiros, Reis da Liberdade, Kambalacho e os novatos: Os Diferenciados e Os Gigantes, mostrando a gigantesca  atitude de seus dirigentes.

Botem pra moer os adversários! — Admiradores do carnaval maranhense insuflaram, na Feira da Praia Grande, que os blocos tradicionais e outras entidades, que nem  tribos de índios e  grupos de fofões, antes dos dias gordos de carnaval, poderiam pressionar as autoridades, com uma onda de protestos, no centro dos poderes e  na frente das casas legislativas. Chamariam a TV Mirante para mandar  à TV Globo, para sair em todo Brasil, como as nossas autênticas manifestações da Cultura Popular, no período,  são tratadas, quanto se fossem de fora, e as forasteiras com todas as regalias!

Edição: 07/02/2020

 



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