As ruas centrais da Cidade, nos últimos meses, vinham sendo motivo de críticas por parte de moradores e visitantes, em vista de sujeira que tomava conta das artérias, dentre fezes de gentes, de gatos e cachorros vira-latas, bueiros entupidos, calçadas quebradas, etc.


No entanto, numa ação abrangente da Subprefeitura de São Luís, na gestão de Maurício Itapary, desde sábado passado, deslanchou um mutirão que melhorou, com limpeza e lavagem da área, o visual de parte do Centro Histórico de São Luís. Começou a mudar logo a aparência, e, consoante se informa, a ordem é levar as melhorias onde houver necessidade de trabalho.
Em resposta à minha falação de que o Centro Histórico de São Luís só não estava abandonado por fezes, lixos dando na canela, bueiros entupidos, meios-fios nas sarjetas quebradas, para o desenhista industrial e chargista de mão-cheia Cordeiro Filho, na Galeria Trapiche, na Praça Benedito Leite, na Feirinha Cultural da Prefeitura de São Luís, na manhã de domingo passado, percebi que não estava assim, porque a Subprefeitura de São Luís, por seu titular, Maurício Itapary, comandava mutirão de limpeza geral na área. Aí, o caldo entornou, pois nos últimos seis meses não errei o alvo no acervo arquitetônico precisando de restauração e nas ruas salpicadas de sujeiras de todo tipo e tamanho: Bostas de gentes, ratos, gatos e cachorros vira-latas, e até de pombos, que atiram seus bombardeios dos beirais dos sobrados, na direção de transeuntes, de modo que não fique emporcalhado com o cocô deles o lugar onde descansam da batalha diuturna pela sobrevivência. CF insistiu que havia limpeza, e veio como se não houvesse valido nada as minhas reportagens, e crônicas e artigos, na Coluna Sotaque da Ilha, porquanto não seria do seu conhecimento. Foi quando, com as minhas matracas, qual as que não se intimidam para contrário de bumba-boi, argumentei: Trabalho da subprefeitura ali só se no sábado (19.8.), pois até na sexta-feira (18.8) não havia sinal algum de remoção das imundícies! Disparei que nossa Cidade não tem muita fortuna com os tuxauas da política e da gestão pública, porque, rotineiramente, reclamo suas melhorias daqui e de lá, amiúde, respondem com alguma perseguição a mim, inclusive, por agentes do Governo do Estado, com raríssimas e honrosas exceções dos mandatos, quanto na vez em que perdi o cargo de chefe de Assessoria de Imprensa da Secom a um apadrinhado que tinha mais competência para entregar de carro as nossas Redações diárias aos meios de comunicação, tampouco adiantou fazer Curso de Pós-Graduação em Gestão Pública, com a inversão de valores campeando na repartições de polpudos cabides de emprego. Levantei-me contra a extinção do SIOGE (Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado), em 1997, com seu Plano Editorial de concursos para a descoberta de novos escritores, publicação de nomes consagrados, Coral dos Servidores, sob a regência do maestro João Bentivi, teatro dos funcionários, jornal literário Vagalume, campeão dentre seus congêneres das Imprensas Oficiais. Só recebi retaliações na surdina! Sobre a Prefeitura, ela acabou até o Concurso Literário Cidade de São Luís, em 2015, e que era regido por Lei Municipal de 1955, para eu não ganhar mais, e não publicou meu livro(18.º) A Ilha em Estado Interessante, de crônicas, que teve comissão julgadora da altura de Dino Cavalcante, doutor em Literatura da UFMA, e uma jornalista e mestra da Faculdade de Comunicação USP (Universidade de São Paulo), e de lambuja me surrupiou três salários dos 10 da premiação legal. Pasmem: Publicou um segundo lugar, que era fora-da-lei, e mandou para o espaço o meu primeiro lugar! CF mostrou flagrantes dos asseios registrados em seu celular, colocando na frente que não ganhava nenhum por isso. Verifiquei a data: 19.8. Eu estava certo: Na sexta-feira (18.8.), a porqueira generalizada persistia!


Encerramos a discussão ali, como uma fortuita recordação do Curso Básico da UFMA no ILA (Instituto de Letras e Artes), antes da separação das vocações específicas ao Campus do Bacanga, na turma (de Desenho Industrial, Comunicação Social e Biblioteconomia) que debatia na sala, acaloradamente, com arrazoados, até o período de exceção e de obscurantismo da ditadura militar. Ficou para sempre, entre nós o movimento de querer a cabeça de uma professora-adjunta que, sem o devido traquejo, escreveu no quadro-negro Suíssa com dois esses, quando o correto seria Suíça (país europeu) e no plural para as barbas na lateral do rosto.
A esta altura do campeonato, botando água na fervura, o gerente da Galeria Trapiche, no local, produtor cultural e ator performático, Uimar Júnior, contemporizou: “Deixem eu tirar foto de vocês para enviar ao Mário Lincoln”! Dei um sorriso de satisfação, de não guardar nada, e Cordeiro Filho, algo teatral, atendendo a uma chamada, pôs o celular no ouvido. (Em tempo: Mário Lincoln é jornalista, amigo de todos nós, e que se acha, há anos, no exílio, em Curitiba-PR).
“Arreando o barro”
Na esfera municipal, certamente há um órgão para resolver essa parada dos sem-teto, que deixam o Centro Histórico de São Luís entre dejetos. Se não, será consumado um círculo vicioso: A subprefeitura limpa, e os notívagos, logo a seguir, borram! Até na Rua Rio Branco, perto da Praça dos Remédios, onde dá vontade, no soturno, eles “arreiam o barro”. Já sacaram que, nas missas da igreja próxima e em cursos, na adjacência, há uma boa chance de melhor coleta no pedido de dois reais para inteirar montante para a aquisição do “rango”, principalmente, a qualquer hora, seja dia ou noite!
Roteiro para a Subprefeitura


A título de subsídio para a Subprefeitura, listamos algumas artérias centrais que estão a merecer as intervenções de limpeza, lavagem, desobstrução de bueiros, e manejo de resíduos sólidos, e até que nas legendas das fotos estão trocando alhos por bugalhos, colocando Rua de Nazaré e Odylo na Rua do Giz e Av. Senador Vitorino Freire na Rua da Estrela. Precisam daquele serviço de asseio e consertos nas calçadas: Rua Afonso Penna (há dois prédios em risco de desabamento), Rua Jacinto Maia, Beco do Pacotilha (Rua João Victal de Matos), Rua da Palma, Rua do Machado, Beco do Couto, Rua Graça Aranha, etc.
Meu senso de formador de opinião pública, em prol da Cidade, permite-me esta animação, numa comunicação bem popular: Pra cima deles, Subprefeitura de São Luís!
Texto: Herbert de Jesus Santos
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