Exposição das mais importantes marcas do setor reúne mais de 160 embarcações, supercarros de R$ 3,5 milhões e lançamento de barco movido a hidrogênio

Uma feira que abre os olhos dos visitantes para o luxo das mais atraentes e modernas lanchas e equipamentos náuticos do planeta. Um evento de alto nível que mostra toda a riqueza em detalhes das mais potentes e luxuosas embarcações do setor, com mais de 160 barcos e muitos novos lançamentos.
O São Paulo Boat Show é uma festa dos mares. Mas não só de embarcações a exposição ganha destaque. O evento é uma mega festa que transporta os visitantes para um mundo da tecnologia, onde as potências dos motores não se fecham apenas para o náutico, pois os mais modernos automóveis que adentram o setor como alternativas de suporte, além de aeronaves ganham espaço, abrindo um leque de novidades dentro de toda a programação expositora, formando uma vitrine, uma prateleira de comercialização das mais desenvolvidas embarcações e máquinas do mundo.

Considerado o maior salão náutico da América Latina, o evento no São Paulo Expo chegou na terça-feira (29), ao seu último dia com os corredores altamente movimentados, assim como os principais estandes lotados para verem o luxo das inúmeras atrações.
O evento que foi aberto, no dia 24 de setembro, consolida São Paulo nessa que é umas das quatro sedes do evento no país.
A organização ampliou o conceito de experiência náutica para além da água, incorporando UTVs, veículos 4×4, buggies e modelos elétricos destinados ao apoio em marinas e grandes propriedades.

As potentes e gigantescas embarcações
Entre as embarcações, destaque para a Intermarine 25M, a maior do evento, com 25,15 metros, flybridge de 50 m², jacuzzi e capacidade para 26 pessoas. Ao lado dela, estreias como a NX62 by Pininfarina, a Azimut Fly 58 com flybridge ampliado em 25%, e a Real 38 Cabriolet e 45 Fly.
O Seacar Velocity 2027, barco com cara de carro fez sua primeira aparição pública por R$ 189 mil, com capacidade para cinco pessoas e velocidade estimada entre 70 e 80 km/h.

Supermodernos automotivos
O setor automotivo de alto padrão tomou conta de uma das alas. O Aston Martin DB12 S, avaliado a partir de R$ 3,5 milhões, com motor V8 biturbo de 700 cv, que acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos estava lá matando a curiosidade do público. Ao lado, o McLaren Artura Spider, conversível híbrido também de 700 cv e cerca de R$ 3,1 milhões, que vai de 0 a 100 km/h em 3 segundos.
Para o apoio em terra, destaques como o Cargo 350 Force da Ventura, com tração 4×4 e capacidade para 800 kg, e o UTV CFMOTO UFORCE U10 PRO de 90 cv, além de carrinhos elétricos com autonomia de até 120 km para resorts e condomínios.
Novidades nos céus
A conexão com o céu veio com a Revo, que apresentou proposta de mobilidade aérea com helicópteros, carros blindados e serviço de concierge, e com a HBR Aviação, que trouxe o novo Robinson R88, helicóptero para até dez pessoas e alcance superior a 650 quilômetros para a exposição deste ano.
Uma máquina dos ares, com um conforto inimaginável, um designer moderno e uma tecnologia de ponta, projetada para atender uma gama de requisitos, mantendo a confiabilidade, a acessibilidade e a segurança.

De volta às embarcações
Voltando ao luxo das embarcações e os aparatos tecnológicos, o evento ganha cada vez mais destaque no país, com realizações em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Itajaí, no litoral catarinense. O São Paulo Boat Show apresenta como destaque dessa edição, 30% de barcos de 30 a 40 pés, uma faixa que tem dominado a preferência do brasileiro, tanto para quem deseja adquirir o primeiro barco ou quem quer se atualizar. Entre fabricantes nacionais e internacionais, o barco Sissa, da Carbrasmar, é um exemplo que chama a atenção: o barco pertenceu ao ídolo da Fórmula 1, Ayrton Senna (in memoriam), passou por restauração e está à disposição dos fãs.
De acordo com o Danilo Iakaimoff, proprietário da Senna Boat, essa lancha foi a primeira de Ayrton Senna, aos 16 anos. É do ano de 1976, tem 18 pés, modelo Marimbá. De acordo com registros, pertenceu a Senna até 1992. “Nesse barco ele aprendeu a esquiar, foi onde aprendeu toda a sua vida náutica, nessa lancha”, revelou.
“Eu pesquisei histórias, eu já tive uma lancha que foi do Pelé, sou um caçador de relíquias, e estava de olho, procurando onde estava a primeira lancha do Senna, eu sabia que era assim. Fiz, então, uma investigação de vários barcos, corri atrás, até que um dia um amigo me informou onde estaria esse barco; fui lá e adquiri”, confidenciou Danilo.


Lançamento esperado
A noite da segunda-feira (28), reservou um lançamento que promete mudar a maneira como conhecemos a navegação ecológica: o projeto/ maquete do JAQ H2, a fase mais ambiciosa do laboratório flutuante movido a hidrogênio do Grupo Náutica, feito em parceria com GWM, Itaipu Parquetec, MAN Motors e outras marcas.
O momento reuniu diversas figuras envolvidas no projeto, que agora se torna realidade no maior salão náutico da América Latina. O anúncio ocorreu no Lounge NÁUTICA, espaço reservado às figuras mais ilustres do mercado. Coberta por um pano, a revelação do novo protótipo aconteceu ao fim da cerimônia, com a presença de João Carlos Sávio, diretor geral do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT); Leonardo Machado, diretor comercial dos motores da MAN; Thiago Sugahara, gerente de ESG da GWM Brasil; Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica; André Ferrarese, diretor de inovação da MWM; Nilson Rodrigues, diretor técnico da WEG; Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar); e Cila Schulman, presidente do JAQ Hidrogenio Verde.
Para o presidente do Grupo Náutica Ernani Paciornik, o lançamento do JAQ H2 mostra que o Brasil está evoluindo, sendo necessário contribuir com o planeta. “Essa foi a ideia, de mostrar que a gente consegue fazer melhor. Essa embarcação esteve em Belém do Pará na COP 30. O H2 é um barco que vai fabricar o seu próprio hidrogênio”, disse.
“Equipado com um sistema capaz de captar água do mar, fazendo a dessalinização e produzir hidrogênio por eletrólise a bordo, esse equipamento dos mares, revoluciona o mercado náutico, utilizado na geração de energia e na propulsão, atendendo sistemas elétricos, gerando energia limpa, numa conquista do país”, sentenciou, Ernani Paciornik.
Texto e Edição: Gutemberg Bogéa
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