A Academia Maranhense de Trovas (AMT) abriu oficialmente seu Ano Cultural de 2026 com uma programação marcada por performance cênica, elogio acadêmico, sarau poético-musical e lançamento de livro. A edição deste ano homenageia o jornalista, crítico, contista, memorialista, cronista, político e também trovador, o maranhense Humberto de Campos, por ocasião dos 140 anos de seu nascimento.


Patrono da cadeira nº 8 da AMT, Humberto de Campos é considerado um dos maiores nomes das literaturas maranhense e brasileira, reconhecido pela sensibilidade, pelo humor refinado e pela profunda observação da alma humana presentes em sua obra. Natural de Miritiba — atual Humberto de Campos —, o escritor deixou vasta contribuição à crônica e à prosa memorialista nacional com texto publicados em jornais das principais capitais do país.
A solenidade ocorreu no dia 23 de fevereiro, no auditório da Galeria Trapiche, sob condução da presidente da AMT, Wanda Cunha, reunindo autoridades da cidade natal do homenageado, escritores e representantes de instituições culturais. Entre os presentes estavam a vice-presidente da Academia Maranhense de Letras, Laura Amélia Damous, e o professor Antônio Alves Monteiro, membro honorário da AMT e fundador da cadeira dedicada a Humberto de Campos.
O município de origem do escritor foi representado pelos vereadores Luiz Augusto Lopes Espíndola Filho, presidente da Câmara Municipal, e Arão Neto; pelo secretário de Educação, Emanoel Fernando; pelos ex-prefeitos Luís Augusto Espíndola e Valdemir Verde; e pelo professor Júlio Augusto Lopes Espíndola.
A abertura artística contou com a performance do ator Josimael Caldas, que surgiu caracterizado como Humberto de Campos ao som da canção Motivo, interpretada pela trovadora Luciana Cunha ao lado do músico Sued Richarllys. Também natural da cidade do homenageado, o artista declamou poemas do escritor, emocionando o público.
Durante o evento, Wanda Cunha apresentou a programação prevista para o ano, que inclui concurso literário e oficinas de trovas na terra natal do patrono. Já o professor Antônio Monteiro relembrou a escolha de Humberto de Campos como patrono no momento da fundação da AMT, em 1968, ao lado do escritor Carlos Cunha. “Eu me identifiquei com a história da infância de Humberto de Campos”, afirmou, destacando que a academia se tornou uma “árvore frondosa” capaz de acolher e incentivar talentos literários no Maranhão.
O elogio acadêmico ao homenageado foi proferido por Raimundo Nonato Serra Campos Filho, membro efetivo da AMT e atual ocupante da cadeira nº 8. Em seu discurso, ressaltou a relevância do escritor maranhense para a literatura nacional e para a tradição trovadoresca.
A professora Dulcinea Espindola durante a programação, também lançou seu livro “De Miritiba a Humberto de Campos: trajetória histórica”.
A cerimônia foi encerrada com um sarau de trovas declamadas pelos membros da AMT, outro momento poético e reflexivo exaltado pelos versos e rimas trovadorescas, celebrando a memória e a obra de Humberto de Campos e marcando o início das atividades culturais da instituição ao longo de 2026.
Texto: Franci Monteles
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