Com a aproximação do 24 de julho, quando o Liceu Maranhense completará 184 anos de existência, além da aprovação da galera toda do Terceirão no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio ou a prova de admissão à educação superior), em forma de um providencial pedido de desculpa, apenas uma medida radical atenuará o vexatório trote que foi perpetrado no 24 de fevereiro último: Concentrar os esforços para que haja a erradicação do amontoado de barracas sujas e caindo aos pedaços, numa visão feia e prejudicial à saúde , e deixarem no passado mais recôndito que alguns da tribo caíram na Internet, embalando as redes sociais de gregos e troianos, assim que promoveram uma confusão generalizada numa quinta-feira sentida após entrarem encapuzados na escola tradicional e começarem a jogar ovos e maisena em outros alunos. A polícia foi acionada para contornar a situação e apreendeu alguns baderneiros.


Eram rebeldes sem causa, pois sem declaração do motivo, e caberiam bem no pagamento de um trote solidário, congregando atividades assistencialistas, organizadas pelo Grêmio Liceista, e que envolveria a coleta de alimentos não perecíveis e roupas, levados, posteriormente, para creches, asilos e orfanatos; bem como campanhas de doação de sangue para hospitais e centros de saúde, ou outros tipos de boas ações. Se integrantes do Terceirão (palavra que os adolescentes usam para se referirem ao terceiro ano do ensino médio), mais concentrados no ENEM, os condiscípulos do segundo e do primeiro ano assumiriam o encargo, fazendo bonito pelo querido e centenário Colégio Estadual. Em comissão, pressionariam os vereadores, na Câmara, e seus protestos atingiriam as ouças do inquilino do Palácio de La Ravardière. Não pode a calamidade ficar no lamento do Prof. Batista, morador da Rua da Inveja e encontrado pelo repórter na adjacência do Mercado Central, na manhã de ontem, e testemunha de melhores vistas, ali, em sua passagem diária para lecionar na U.E.B. Alberto Pinheiro, na vizinhança: “Não há no Interior um colégio cercado de zoadas e um amontoado de barracas velhas, quanto defronte e do lado do Liceu, certamente, comprometendo o seu ensino”! Foi o desabafo à minha Reportagem de um segundanista da instituição, que preferiu o anonimato a revelar sua identidade, na tarde do mesmo dia, na parada de ônibus bagunçada, entupida por diversas linhas: “Não dá pra estudar bem, com este visual cruel e o som de feira nas alturas! Não vieram só pra atrapalhar numa chuva!”


Grandes não fazem ouvidos moucos — Não dá para fazer vistas grossas, ou ouvidos de mercador, ante a situação insuportável por que passa o Liceu rodeado por comércio informal e rumores incessantes, e foi o que aconteceu com o contabilista Antônio Manoel dos Reis Leite e o poeta e contador José Raimundo Gonçalves de Jesus, que se encontraram, comigo, há quatro anos, defronte do tradicional estabelecimento de ensino, quando desfiaram um rosário de amarguras jamais imaginado que se daria à segunda escola pública mais antiga do Brasil (de 24.7. 1838), depois do D. Pedro II, de 1837, no Rio. Tendo em comum o nativismo, além de setentões, com larga vivência sobre São Luís, eles lamentaram o Liceu cercado de barracas de venda de comida, até uma sapataria, bancas de jornal e revistas, lanchonetes, onde deveria ser passeio público, enfim, uma feira a céu aberto, que atrapalha o trajeto de alunos, professores, funcionários, e populares, e o trânsito, além de na Rua do Outeiro, e, na Av. Silva Maia. “Não é possível um bom aprendizado com esta visão e rumor”! — engrossei o coro dos descontentes. São 357 barracas pequenas e duas grandes e foram cadastrados para o remanejamento cerca de 300 vendedores
Ruído gigante no Terceirão: Lutaram pelo restauro do Liceu — Insuflado pelo visto e ouvido do Colégio Estadual, que tinha prejuízos saltando aos olho, busquei, e não tive contato com a direção da casa, em reunião com pais de alunos, depois de identificar-me na portaria, onde o estudante do Terceirão, Ruan Douglas Magalhães Andrade Silva, da Turma 305 (matutino), residente na Travessa São Jorge, 546-Anil, dimensionou o instituto que tem mais história no Maranhão: “Estamos sem condições de uma assimilação mais adequada das aulas recebidas, pois sofremos com o ruído gigante vindo de fora”! Sem perder o fio da meada: “Merece tudo de bom, o segundo colégio público mais antigo do Brasil, e que teve como seus alunos um ex-presidente da República, e ex-governadores e outros políticos importantes!” — reagiu Ruan Douglas, além de, atendendo à minha solicitação, bater a foto da frente do Liceu, com uma faixa de protesto. Entendi, na fumaça da pólvora, que ele falava de José Sarney, ex-senador, que foi, também, governador do Maranhão, e dos ex-governadores José Reinaldo Tavares, ali, deputado federal, e Roseana Sarney, ex-senadora e ex-deputada federal. Nascido em 9.9.2000, Ruan Douglas, com 17 anos, ali, tinha a minha idade quando eu comecei o 3.º ano científico, o Terceirão do meu tempo. O Governo do Estado restaurou o Liceu em 2019. Ali retiraram o carão liceísta: “Todas as Escolas são Dignas, Mas Cadê a Nossa?”


Muitas horas de conversa — Publicaram, em agosto de 2019: “O assunto foi discutido em reunião convocada pelo Ministério Público e que contou com as presenças do diretor do Liceu, Deurivan Rodrigues Sampaio, do secretário municipal de Urbanismo e Habitação, Mádison Leonardo Andrade Silva, do secretário-adjunto municipal de Urbanismo e Habitação, Samuel, Dória de Carvalho Júnior, e do presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes de São Luís, José de Ribamar Ferreira. O Ministério Público está acompanhando atentamente a questão e busca uma solução mediada para o problema. O objetivo é garantir a segurança dos alunos e um ambiente escolar saudável!”— disse o promotor Paulo Avelar, que intermediou o encontro.
Foi só lorota o Shopping dos Camelôs — Deu no jornal, em 5.2.2020: “Para corrigir o problema de uma vez, a promessa por parte da Prefeitura de São Luís (gestão Edivaldo Holanda Júnior) é a construção do Shopping Popular. O endereço do empreendimento anunciado é em frente do Ginásio Costa Rodrigues. O local deve ter nove lojas âncoras, 987 boxes e uma área de estacionamento com 270 vagas. O Shopping Popular já é tema também na Câmara dos Vereadores (aprovou o projeto de lei), na Defensoria Pública do Estado do Maranhão, Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Ministério Público e na Vara de Interesses Difusos e Coletivos. A obra está orçada em R$ 28.272.550,42 e será executada por meio de parceria público-privada. A prefeitura entrará com a contrapartida de R$ 8.000.000,00. As obras serão entregues em 12 meses”! O repórter aqui constatou: Não honraram a palavra!
Texto: Herbert de Jesus Santos
Shopping da Cidade: retirada dos camelôs do Centro de Teresina completa 10 anos com festa
Redação OitoMeia – 6 de julho de 2019


“Há dez anos, a realidade do Centro de Teresina era diferente. O comércio informal nas ruas, praças e calçadas causavam problemas de mobilidade, segurança, dentre outros que geravam desconforto para a população. A discussão da organização dos conhecidos camelôs em um único local era recorrente em um processo de planejamento da cidade. Com a realização de planejamento estratégico da Agenda 2015 dentro do eixo de revitalização do Centro, mais uma vez veio à tona a organização do comércio informal da cidade, e nesses processos surgiu a diretriz de que seria necessário intervir com uma revitalização. O planejamento tinha como ponto focal a retirada dos camelôs para desobstruir ruas e praças, para que assim, a Prefeitura pudesse fazer uma requalificação urbanística nesses logradouros. Após esse primeiro processo, um local estratégico deveria ser estudado para não distanciar os ambulantes do Centro da cidade, pois não sobreviveriam fora da área comercial. Após um período buscando soluções, a área que funcionava o terminal rural, na Avenida Maranhão, foi escolhida para a construção do shopping. O terminal foi deslocado para outro ponto, também central. Depois de anos de cadastramento e monitoramento dos camelôs, em 2009, o Shopping da Cidade foi inaugurado. Escadas rolantes, praça de alimentação, pontos comerciais, banheiros, órgãos públicos, dentre outros, ofereceram excelente estrutura tanto para os vendedores, como para os clientes. Além disso, capacitações com os ambulantes foram realizadas, mostrando a nova realidade e logística de trabalho que foi totalmente modificada. “Inauguramos o Shopping da Cidade há dez anos e conseguimos, além de mobilização, permanente diálogo com os trabalhadores. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina, O Sindilojas e o Sindicato dos ambulantes nos ajudaram muito em todo esse processo e são grandes parceiros. Em um só dia todos os ambulantes se fixaram no shopping. Nós estamos completando dez anos de muito aprendizado, pois ainda é uma coisa nova para Prefeitura”, destacou Carmen Neudélia Carvalho, coordenadora de captação de recurso da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan).”





































































