Uma das surpresas de Os tambores de São Luís, o romance monumental do escritor Josué Montello (1917-2006), é o curioso resgate da velha Rua Formosa, ou Rua Afonso Pena, no contexto do romance, porque lá existe um famoso Passo da Quaresma, também conhecido como Canto Pequeno, onde rodas vadias se reuniam para falar gostosamente da vida alheia.


Dos Passos da Quaresma, em frente ao quais eram representados, na Semana Santa, os quatorze principais quadros da Via Sacra, apenas dois oferecem boas condições para um programa de recuperação e conservação: este da Rua Afonso Pena (canto com a Rua Direita) e o da Rua João Victal, por constituírem construções isoladas e não descaracterizadas em virtudes de mutilações irreversíveis.
No romance Os tambores de São Luís, o Canto Pequeno, circundado pelo prédio onde José Ribamar Bogéa instalou a redação e as oficinas de seu jornal, é retratado como um dos locais da capital maranhense de onde saíam os apelidos para os governantes e políticos famosos da época.

No livro Breve História das Ruas de São Luís, do escritor Domingos Vieira Filho, o Canto Pequeno é descrito como o “local preferido dos negros de canga ou de ganho em dias de semana, com suas rodilhas caprichosamente feitas, falastrões e ruidosos. E alguns domingos antes do carnaval costumava um magote de pretos aí se reunir em atorda medonha”. Ainda hoje, na esquina da Rua Afonso Pena com a Rua Henrique Leal, ou Rua Direita, há uma das capelas dos Passos, tombada pelo Patrimônio Histórico.
Edição: Redação JP Turismo
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A Via-Sacra, ou Via Crucis, é uma devoção católica que representa o caminho percorrido por Jesus Cristo até a cruz. As 14 estações da Via-Sacra são. Essas estações simbolizam momentos significativos da Paixão de Cristo, permitindo que os fiéis reflitam sobre o sofrimento e o amor de Jesus por nós.
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