O esporte faz pessoas viajarem sem falar de viagem. A tese foi defendida pela professora Líbia Macedo durante palestra no II Encontro FEBTUR 2026, intitulada Do jogo ao destino: como o esporte cria narrativas para o turismo. Para ela, o turismo lida com a expectativa de desfrutar felicidade e acumular experiências, e o esporte reúne elementos que ativam essa lógica: cultura local, coletividade, superação, relação com o urbano e a sedução da imprevisibilidade.


Líbia Macedo defendeu um “olhar 360” sobre o esporte, considerando ações diretas e indiretas, e citou a Copa do Mundo como exemplo de impacto ampliado. Eventos esportivos, segundo a professora, se desdobram em três dimensões: lazer, educação e performance.
Uma tendência apontada é a “festivalização” dos eventos esportivos. “É preciso maximizar os eventos para atrair públicos diversos”, explicou. Dados apresentados reforçam o potencial: 44% do movimento de viagens internacionais tem relação com esporte e 81% dos viajantes aproveitam para conhecer outro destino. “O torcedor não viaja sozinho. Vão assessorias, grupos, família”, destacou.
O atleta, para Líbia, pode se tornar um ativo turístico. Ela usou como case o “efeito Messi” nos Estados Unidos após a chegada do jogador ao Inter Miami. Estádios também viraram produto: só o Museu do Maracanã registrou 421.484 visitas em 2025. Outro exemplo é o Estádio Azteca, no México, que receberá hóspedes com exclusividade durante a Copa do Mundo de 2026.
A professora listou formatos que unem esporte e turismo: clínicas e campos esportivos, aproveitamento de características geográficas para modalidades específicas e eventos que duplicam ou triplicam o número de turistas por causa dos acompanhantes. Citou ainda a corrida como editorial de viagens, caso da Maratona de Londres.
Edição: Gutemberg Bogéa
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