Agora sim as portas estão abertas para os visitantes conhecerem de perto as tradições
das festas religiosas que dão inicio ao calendário de festividades do São João do
Maranhão.


Antônio Lobo no Centro de São Luís – Foto: Gutemberg Bogéa
Tendo o mês de junho dedicado a Santo Antônio, São João, São Pedro e, na capital
maranhense, a São Marçal, comemorado no dia 30, a festa de hoje, Dia de Santo
Antônio (13) dá o pontapé inicial aos festejos que acontecem ao longo de todo o mês na
capital, São Luís.
Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, é dia dedicado a pagamento de promessas,
dia de acender fogueiras, dia de agradecer pelas graças alcançadas, pois o primeiro
santo do ciclo junino é bastante cultuado no Maranhão.


amoso também pelas lendas, Santo Antônio simboliza o casamento, a união
matrimonial. Reza a lenda, que duas moças não tinham dinheiro para o dote, e, não
podiam arranjar marido para casar. Santo Antônio teria jogado um saquinho de moedas
pela chaminé da casa das duas moças desamparadas. Este episódio teria dado origem à
sua fama de ajudar as moças a encontrarem marido. O fato é que a moça tem que
comprar uma pequena imagem de Santo Antônio, virar a imagem de cabeça para baixo,
dentro de um copo com água, dizendo que só o porá de pé novamente quando tiver
arranjado namorado. Uma crença que vai da força e da fé de cada pessoa.
A primeira missa, em homenagem ao santo, será realizada logo nas primeiras horas da
manhã na Igreja de Santo Antônio, localizada no Centro de São Luís. Santo Antônio é
muito querido na capital maranhense, estando presente em toadas, ladainhas populares e
várias iniciativas espontâneas na cidade.
Fernando de Bulhões com muita história para contar
O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em
Lisboa, numa família nobre e rica. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem
de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Nesse tempo, a fama de
Francisco de Assis já percorria Portugal. Em 1220, a chegada a Coimbra das relíquias
de cinco mártires franciscanos mortos em Marrocos levou o jovem a entrar para a
Ordem dos Franciscanos. Ele adotou o nome de Antônio e partiu para o Marrocos.
Primeiramente, pertenceu à Ordem dos Cónegos Regulares da Santa Cruz, que seguiam
a Regra de Santo Agostinho, no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo
posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus
estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e
clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França, retornando posteriormente à Itália, onde encerrou
sua carreira.
No ano de 1221, fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, convocado pelo fundador, Francisco de Assis. Posteriormente, quando sua eloquência e cultura teológica tornaram-se conhecidas, foi nomeado Mestre de Teologia em Bolonha, tendo, a seguir, pregado contra os albigenses e valdenses em diversas cidades do norte da Itália e no sul França. Em seguida foi para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.


A ascensão da sua santidade — A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado
pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico,
asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo. António é também tido
como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha
grande cultura, documentada pela coletânea de sermões escritos que deixou, onde fica
evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos
aspectos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio,
o Velho, Cícero, Séneca, Boécio, Galeno e Aristóteles, entre muitas outras. O seu
grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja.
Redação JP Turismo
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