O litoral sul do estado do Rio de Janeiro é um dos principais destinos de ecoturismo do cenário nacional
O litoral sul do estado do Rio de Janeiro consolida-se como um dos principais destinos de ecoturismo do país com a consolidação da rota “Volta da Ilha Grande”. Com cerca de 100 quilômetros de extensão, o circuito de longo curso tem início e fim na Vila do Abraão, principal núcleo urbano da região, integrando o ecossistema da Mata Atlântica à história e à cultura caiçara do município de Angra dos Reis.
A travessia completa é realizada em uma média de sete dias, embora o cronograma possa ser flexibilizado pelos viajantes para períodos que variam de cinco a quinze dias. Especialistas apontam que o intervalo entre os meses de maio e setembro é o mais recomendado para a jornada, em razão das temperaturas mais amenas e da menor incidência de chuvas na Costa Verde, região que também abrange as cidades de Mangaratiba e Paraty.
Sinalizado nas cores preta e amarela — padrão estabelecido pela Rede Brasileira de Trilhas —, o percurso exibe uma identidade visual baseada no contorno de uma pegada, personalizada com os desenhos das ondas do mar e do Pico do Papagaio, um dos pontos culminantes locais. O traçado cumpre a função de interligar quatro Unidades de Conservação sobrepostas, incluindo o Parque Estadual da Ilha Grande, a APA de Tamoios, a RDS do Aventureiro e a Rebio Estadual da Praia do Sul. Sob o aspecto físico, o desafio exige caminhadas diárias que oscilam entre 10 e 16 quilômetros, atravessando florestas nativas, áreas de restinga, manguezais e praias como Lopes Mendes e Aventureiro. Você pode consultar mais informações sobre a Trilha de Longo Curso da Ilha Grande.
O acesso principal para o arquipélago ocorre a partir do centro de Angra dos Reis. Na estação de embarque local, o fluxo de turistas divide-se em duas modalidades de transporte até a Vila do Abraão: frotas de embarcações rápidas operadas pela iniciativa privada, que realizam a travessia em cerca de 40 minutos com múltiplas partidas ao longo do dia, ou a barca tradicional, alternativa de transporte público de menor custo com tempo estimado de viagem de uma hora e meia e frequência restrita a apenas uma partida diária. A rota fluminense integra um panorama nacional composto por 246 trilhas de longo curso mapeadas no Brasil, que juntas cobrem 327 Unidades de Conservação e somam mais de 25 mil quilômetros planejados. Embora o trekking seja a atividade principal, o modelo estrutural dessas trilhas apoia múltiplos usos esportivos e de contemplação, incluindo o cicloturismo, montanhismo, canoagem, campismo, corridas de aventura, além da observação orientada da fauna, flora e de formações geológicas locais.
Edição: Franciane Rocha Costa
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