O novo (imperador do mundo) Coronavírus

Nasceu na china, da dinastia COVID-19. na sua passagem, todos se curvam. vevelho, pai de Lino do Rosário, na rua do Apicum, culpou os cosmonautas pelas novas doenças. Ruben Almeida não creu no homem na lua.

Os astronautas Armstrong, Collins e Aldrin. – Foto: Reprodução da Internet

Com a pandemia que assola o Mundo, pela propagação assustadora do Novo Coronavírus, e sua doença a Codiv-19, tive a lembrança fortuita do querido Tertuliano Turíbio do Rosário, que nós, crianças, na Rua do Apicum, chamávamos, carinhosamente, de Vevelho, apelido caseiro passado de geração a geração, por ele ser, quase octogenário, um dos mais idosos da artéria e transversais. Quando foi acelerada a corrida espacial, entre Estados Unidos e União Soviética,  Vevelho (pai de Minha Madrinha Aldenora, Lino e Yete) não demorava a vir com suas admoestações como vão trazer mais doenças, culminando com a bendita chegada dos astronautas americanos; ele já aumentara o volume ao saber que a União Soviética foi a primeira nação a enviar um satélite artificial, um ser vivo para o espaço (uma cadela) e uma sonda que orbitou o Sol. Os soviéticos foram ainda os primeiros a enviar um homem para o espaço: Yuri Gagarin, na nave Vostok 1, no dia 12 de abril de 1961,  quando proferiu a famosa frase “a Terra é azul”. Eu, que não tinha então nada com isso, já folião precoce, festejei a minha aprovação no acirrado Exame de Admissão ao Liceu, no carnaval de 1962, em vesperal  na Recreativa, situada na Rua 1, na Madre de Deus, em que fazia o maior sucesso a marcha gravada por Emilinha Borba: “Ê ê, Gagarin, enquanto você vai à Lua,/eu quebro o galho aqui na rua:/a estrada para mim é franca/ e o meu cavalo não manca/! Lá na Lua, eu não sei como é que é:/ aqui na Terra tem bebida e tem mulher!” Era precipitação musical, pois a chegada à Lua seria oito anos após.

Lino, em seus 80 anos, em 2016, entre convidados, como este cronista. – Foto: álbum de Herbert de Jesus Santos

Apollo 11 deu o ar da sua graça — O Programa Apollo selecionou Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins como integrantes do programa. Os três astronautas americanos foram enviados para a Lua, no dia 16 de julho de 1969, como tripulantes da Apollo 11. Doze minutos depois, já estavam na órbita terrestre, no dia 19, já estavam na órbita lunar, e no dia 20, iniciaram a descida até a Lua. A aeronave americana alunissou (pousou na Lua) às 17h17min, do dia 20 de julho de 1969, e, às 23h56min, Neil Armstrong pisou em solo lunar. Na ocasião, o astronauta pronunciou a frase: “Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigante salto para a humanidade.” Dois dos astronautas (Armstrong e Aldrin) exploraram a superfície lunar durante 2 horas e 31 minutos, e, no dia 24 de julho de 1969, pousaram no Oceano Pacífico. Dessa expedição, foram trazidas 21 kg de rochas lunares para análises científicas e uma quantidade enorme de lixo foi deixada na superfície lunar. Tratava-se de uma nova fronteira do progresso humano a ser atravessada pela nação ganhadora.

Eu assisti ao feito, em televisão em preto e branco, em São José de Ribamar, hospedado na casa da Minha Tia Raimunda Benedita de Jesus(Mundiquinha), egressa da Madre de Deus, casada com um pescador nativo, na Rua 17 de Novembro, onde conheci a jovem professora ribamarense que seria minha esposa. Vevelho, na Rua do Apicum, em São Luís, captou muito bem no noticiário as rochas lunares transportadas para exames. Daí dizer, em seus conhecimentos empíricos, ouvidos por mim: “Meu filho, estão se metendo onde Deus não chamou! Poderão facilitar é surgimento de mais doenças!”

Coronavírus – Covid-19: da origem à chegada ao Brasil — O primeiro alerta do governo chinês sobre o surgimento de um novo coronavírus foi dado em 31 de dezembro de 2019. Na ocasião, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu um comunicado sobre uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan, cidade chinesa com 11 milhões de habitantes. Desde então, esse novo coronavírus, que recebeu o nome técnico Covid-19, matou milhares de pessoas na China e se espalhou por cinco continentes. O Ministério da Saúde confirmou em 26 de fevereiro o primeiro caso de coronavírus no Brasil. Centenas de pacientes com suspeita da doença estão em observação no país.
China lança potente foguete espacial Longa Marcha-5 — Longe ainda dessa pandemia, a China lançou nesta sexta-feira (27.12.2019) um foguete espacial Longa Marcha-5, um dos maiores e mais poderosos lançadores do mundo e peça fundamental no programa espacial chinês, principalmente para uma missão a Marte, prevista para 2020. O foguete foi lançado a partir do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, às 20h45min (9h45min no horário de Brasília), de acordo com imagens transmitidas ao vivo pela TV estatal CCTV. “Após mais de 2.000 segundos, o satélite Shijian-20 foi colocado em órbita”, informou a agência oficial Xinhu. A China se prepara para o lançamento de uma série de foguetes para expandir os projetos espaciais do país. Os chineses trabalham no lançamento de pelo menos três modelos Long March. Os veículos servirão a três propósitos do governo chinês: ajudar na construção de uma futura base espacial chinesa, além de permitir o transporte e decolagem de satélites, bem como viagens de ida e retorno entre a Terra e o espaço.

Os chineses estão com pressa— Consoante informações do site Space.com, as preparações para a primeira viagem com o Long March 7A já estão avançadas. Em janeiro, a embarcação Yuanwang-21 iniciou o transporte do primeiro foguete Long March 7A de uma fábrica em Tianjin, para Wenchang, onde deve ocorrer o lançamento. A espaçonave é uma versão maior do que seu antecessor Long March 7. A expectativa é que a nave espacial consiga transportar objetos de até 7 toneladas até a órbita de transferência geoestacionária, que está em altitude aproximada de 35 mil km. Essa órbita é especialmente importante para satélites de estratégia militar, monitoramento do clima e comunicação. O lançamento do foguete pode acontecer ainda neste mês.

Long March 5B — O primeiro foguete Long March 5B, uma nova versão do gigante Long March 5, também chegou a Wenchang. O veículo deverá cumprir a missão de transportar os primeiros módulos na base espacial chinesa para órbita terrestre inferior (LEO), que fica a 2000 km de altitude. Antes, o foguete deve ser usado para ajudar no teste da próxima geração de naves tripuladas da China.

(Continua na próxima edição)



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