TV Globo homicida o português

Brasil paga mico com Feminicidio, acontece amanhã, a bebê, etc. A cartilha ortográfica assim está escrito

A Rede Globo de Televisão extinguiu as regras gramaticais, e nos seus telejornais e programas de entretenimento, massacra o português correto, virando febre, para as macacas de auditório e o Pais todo, feminicidio (seria femicidio, com ressalvas), acontece amanhã (o certo, acontecerá amanhã, noutra semana, no mês vindouro, etc., pois o  tempo verbal no futuro), a bebê (acertaria, se noticiasse o bebê, independente do sexo), e pelo telefone (em vez de ao telefone, como sempre os mestres recomendam), ainda mais (são sinônimos, e por isso Gonçalves Dias colocou em seu célebre poema Ainda Uma vez, Adeus, e poderia ser Mais Uma vez,  Adeus).  Na famosa Vênus Platinada, todo o santo dia, decepam a língua pátria, e o bicho pega muito no Caldeirão do Huck, nas tardes de sábado, pior do que no  Domingão do Faustão, qual epidemia não erradicada da época de Xuxa, com seu festival de asneiras, em a ídola, a gênia, a anja, demônia,  etc.

Cesar Teixeira e Faustina ilustram o premiado livro A Ilha em Estado Interessante – Foto: Divulgação

Enquanto isso, permaneço lutando com o projeto de dar à luz títulos da maior importância para o Maranhão da  minha frutuosa bibliografia, totalizando 12, dentre prêmios literários e jornalísticos, sem dar  procedência a diversos inéditos (nove) e uma dezena em sequência.  Já à exaustão, minha solicitação é só para as autoridades auxiliarem na publicação de obras para melhorar os conhecimentos da nossa infância, mocidade estudantil e madurezas profissionais, e elas são: Assim Está Escrito em São Luís (cartilha ortográfica, com a minirreforma do acordo entre países da língua portuguesa), com fotos e tirando dúvidas onde mais erramos pelo uso mais assíduo nas redações; Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona), desde a Fundação de São Luís até hoje, clareando nossa História, na sua origem, e notabilizando quem, para nós, inseriu-se na honra ao mérito, com mais de 400 páginas e flagrantes; o memorial Tudo a ver com o Peixe de São Pedro (A Festa do Pedro Santo, o Padroeiro dos Pescadores, no Bairro da Madre de Deus), com quase 300 páginas e poses); As Vozes do Sobrado Maia (Por Dentro dos Apicuns do ás Nego Lápis ao Genial Escritor Erasmo Dias), de contos; e A Ilha em Estado Interessante (de crônicas, Prêmio Literário Cidade de São Luís), que, por perseguição do prefeito Edvaldo Holanda Júnior a mim, desde 2015 não foi publicado, e, rasgando a lei que o rege, pagou só sete salários mínimos (seriam 10) e, fora-da-lei, deu a lume um segundo lugar.

Assim Está Escrito no Maranhão — Com mais de 100 páginas e fotos, o livreto realça o emprego de iniciais maiúsculas, do porquê,  uso da crase, do hífen, de palavras masculinas e femininas, com j, c, s, ss e ç, siglas, abreviaturas, diferença entre Haver e Ter.    Até que é regra substantivos terminados em “e”, (o) cliente e (o) amante, sem mudança, senão o artigo definido (o e a), havendo  exceção, para o elefante (a elefanta) e o infante (a infanta), (o) governante, (a) governanta; aos que flexionam na desinência: (o) búfalo,   (a)búfala, (o) guri, (a) guria, (o)parente, (a) parenta, (o) monge, (a)monja, etc.;  e com mais opções para (o)gigante,  (a)gigante,  e (a)giganta, etc.

A febre errada  de acontece amanhã — A Torre de Babel permanece, sem a padronização correta, em iniciais maiúsculas para topônimos, acidentes geográficos, etc. Já cravaram em manchete Governo promete sansão, com a aprovação (sanção) sendo ali a celebrizada personagem bíblica. Abreviaturas e siglas são grafadas, em boa parte, erroneamente, obedecendo a compêndio facilmente contestado, em jornais, com os verbos conjugados, no presente, sendo no futuro, em Acontece amanhã a abertura da Feira do Livro de São Luís.

A escritora Lenita Estrela de Sá abrilhanta o 19º livro deste repórter – Foto: Arquivo de Herbert de Jesus Santos

O correto com autores que fazem honra ao mérito — Citando procedências gramaticais, títulos de produções artísticas, obras literárias e científicas, de autores nativos, são com iniciais maiúsculas: O Cavaleiro do Destino (Tácito Borralho), Os Tambores de São Luís (Josué Montello), Colégio do Vento (José Chagas), A Gênese do Azul (Bernardo Almeida), As Órbitas da Água (Nauro Machado), O Jogo das Serpentes (Alberico Carneiro), Canto Urbano da Silva (Rossini Corrêa), República dos Becos (Luis Augusto Cassas), A Outra Face da Ilha (Lucas Baldez), Fortes Laços (Antônio Augusto Ribeiro Brandão), Oração Latina (Cesar Teixeira), Planeta Vermelho (Alex Brasil), Semáforo do Tempo (Wilson Martins), Moinhos da Memória  (Carlos Cunha), Litania da Velha (Arlete da Cruz Machado), Traje de Luzes (Laura Amélia Damous), O Último Pecado Capital (Ceres Costa Fernandes), A Filha de Pai Francisco (Lenita Estrela de Sá), Poemas do Tempo Comum (Fernando Braga), Eterno Passageiro (Ronaldo Costa Fernandes), etc.  Emprega-se a letra inicial minúscula em partículas monossilábicas e átonas, no interior de títulos, revistas, etc.:  A Greve de 1951 (Benedito Buzar), Bumba-meu-boi no Maranhão (Américo Azevedo), Oráculo de Lúcifer (Paulo Melo Sousa), A Tara sob a Toga (Waldemiro Viana), Clamor da Hora Presente (Nascimento Morais Filho), O Maranhão no Senado (Milson Coutinho), Inovações do Jornalismo no Mundo (Sebastião Jorge), História da Arquidiocese de São Luís do Maranhão (Mário Meireles), etc. Contém ainda nomes próprios ficados comuns: Churchill fumava um havana, na 2.ª Guerra Mundial… O Sioge tornou-se um mecenas para o Maranhão… Rei dos Homens é um dom-quixote muito desajeitado, em São Luís…

Os jornalistas e escritores JM Cunha Santos e Herbert de Jesus Santos têm muitos livros premiados na praça – Foto: Arquivo de Herbert de Jesus Santos

Quando o sexo da vítima não é o dos anjos — Todo o santo dia, corrijo, silenciosamente, em nossos periódicos, certamente, o que não é só da minha percepção. Do Liceu, na UFMA e na revisão literária, a absorção do aprendizado em meu arsenal. Faz uns dias, num dos nossos matutinos mais prestigiosos, em Agente Penitenciário é Morto na Cohab, caíram na improcedência do sexo da vítima, como está correto em V.Ex.ª, sendo masculino. Ex.º: Vossa Excelência está animado, senhor governador!, e   sapecaram: “A vítima, que também era dona de um bar-restaurante, foi morta em seu estabelecimento comercial por três desconhecidos “. Corrigindo:  A vítima, que também era dono  de um bar-restaurante, foi morto em seu estabelecimento comercial por três desconhecidos.

Feminicidio? É femicídio! — Dormem nas redes sociais: “O feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada justamente pelo fato de ser mulher. A juíza Adriana Mello explica que algumas características classificam o crime desta maneira: Podem ser os crimes cometidos com requintes de crueldade, como mutilação dos seios ou outras partes do corpo que tenham íntima relação com o gênero feminino, assassinatos cometidos pelos parceiros, dentro de casa ou aqueles ocorre, por exemplo, quando um homem comete o assassinato de uma mulher por acreditar que ela esteja ocupando um lugar exclusivo ao sexo masculino, como faculdades ou determinados cargos”. (Salta aos olhos a exigência de mais luzes na definição pobre).

Palácio do  Planalto, dos Leões e a delegada só erraram em feminicídio — Calejado na lida de revisor literário, há pouco, na imprensa, manjei, em cima da bucha, sílabas demais no vocábulo. Logo, matei a charada de que o senão da notícia é o de que Feminicídio não existe em nosso léxico, por ser, ao pé da letra, assassinato de feminino, pois o certo seria  femicídio, ou seja, assassinato de fêmea, Com exceção de femicídio, que é o vocábulo correto, os palácios e a delegada da Mulher, Kazamu Kamata,  acertaram em tudo, desde as providências para combater o revoltante crime.

Seguindo o polissílabo homicídio — Com suas cinco sílabas, homicídio é o substantivo masculino que significa o ato de matar uma pessoa, quer seja de forma voluntária ou involuntária. É sinônimo de assassínio ou assassinato. A palavra homicídio é formada por homo (remete para homem) e cídio (que indica o extermínio ou morte), significando por isso o ato de matar um ser humano (homem ou mulher). Femicídio (vocábulo com suas cinco sílabas também), não há outra variação, assassinato, ou homicídio, de fêmea. Feminicídio só tem a ver com esta por ser também palavra polissílaba, igualmente, na cota de seis sílabas, e caindo no vazio do assassinato ou homicídio de feminino.

Texto: Herbert de Jesus Santos

 



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